Tempos de temporais, furacões, tufões, ciclones, terremotos, erupções de vulcões e águas rolando marrons em rotas de colisão com estradas e vilarejos, progresso, miséria e pobreza, fábricas, fazendas e porões provocando sacolejos na geologia e na geopolítica, além de um estertor apocalítico nas mentes e nos sentimentos embalsamados por previsões angustiantes ou delírios, talvez. Não sei mais do que vocês.
No entanto, abro um parêntese nesta reflexão ondular neste Natal de 2023. E a LEVEZA?
Costumo dizer que a leveza me faz planar. Ela revela bater de asas, traços de nuvens nos espaços infinitos a viajar, beija-flor em matizes de cores cambiantes entre flores sem se denunciar. Ela dá vida ao cenário do circo onde aquela menina sem peso flutua no ar dançando com tecidos acrobáticos ou nos palcos e teatros em espetáculos de dança que vão do popular ao clássico.
Ah, a LEVEZA… Será que há força mais potente para os obstáculos atravessar ou para a vida apreciar e dignificar?
Em tempos em que tudo se ostenta, desde o carro na garagem até as derrapagens e atropelos nas pistas ou o bumbum siliconado e as brigas nas esplanadas em busca de likes para ativar interesses de vários espectros nada recicláveis, o que fazer para encontrar a leveza? São tantos os entulhos…
Olho para a manjedoura e, não obstante eles estivessem cansados de longa jornada em condições adversas, eles mantêm a calma e acolhem pastores e reis que estão no caminho. Há acolhimento, há entrega e suavidade gerando a força motriz que fará atravessar milênios a mensagem natalina.
A leveza sopra os ventos do acolhimento sem arrogâncias ou ressentimentos em uma dança valsante com o voo e a liberdade. Efeito mágico do Amor de si e por si espalhado nos ares.