A onda de mortes violentas segue intensa em Macapá e Santana e tem mobilizado autoridades da Segurança Pública para tentar conter o avanço do crime organizado. De acordo com a investigação da polícia, as ordens dos confrontos partem do presídio estadual. Entre as 17h30 de terça-feira (24) e 1h da madrugada desta quarta-feira (25), mais quatro homicídios foram registrados.
A primeira morte com característica de execução aconteceu na Vigésima Primeira Avenida do bairro Congós, em uma área de pontes na zona sul da capital. Um grupo com cinco homens armados atirou contra Jobson Correa Freitas, de 20 anos, conhecido como “Playboy”.
Ele chegou a correr para dentro de um comércio, mas não resistiu e morreu no local. Um carro deu fuga aos criminosos. De acordo com a polícia, a vítima não tinha antecedentes criminais.
Por volta das 22h, foi registrado o sedgundo homicídio. Railan Maciel Ribeiro, de 22 anos, foi morto a tiros na Rua Antônio Abilo Rodrigues, no bairro Fonte Nova, em Santana, município a 17 quilômetros de Macapá. Ele chegou a ser levado para o hospital estadual, mas não resistiu aos ferimentos.
No bairro Novo Horizonte, em Santana, Wesley Santos da Silva, de 19 anos de idade, foi assassinado com disparo de arma de fogo por volta das 23h.
Dois homens em uma bicicleta se aproximaram da vítima, que estava na Av. Odécia Marques, e efetuaram ao menos seis tiros. A dupla fugiu em seguida e não foi identificada. Ele foi socorrido e morreu no hospital.
Em Macapá, o proprietário de um pequeno comércio no Conjunto Macapaba, na zona norte da cidade, acionou o Ciodes informando que em frente ao seu estabelecimento havia um homem vítima de facada.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi até o local e constatou o óbito. Até o fechamento desta matéria, a vítima não havia sido identificada.
Onde de mortes
De domingo (22) a segunda-feira (23), mais quatro mortes foram registradas em Macapá. Os casos são investigados pela Delegacia Especializada em Crimes contra a Pessoa (Decipe), com o apoio das forças de segurança do estado, que estão realizando várias operações dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), de onde teriam saído as ordens para as execuções.
Em três operações realizadas dentro do presídio em menos de suas semanas, foram apreendidos mais de 60 celulares que estavam escondidos nas celas. Os aparelhos estão sendo periciados pela Polícia Federal (PF) para identificar os envolvidos.
A série de homicídios se intensificou desde o dia 10 de janeiro, quando cinco pessoas foram mortas em menos de 3h. A Inteligência da Polícia Civil monitora as organizações e montou uma estratégia de combate as ações criminosas nos dois municípios, com reforço no policiamento ostensivo.

