Macapá vem do tupi e que significa terra ou lugar de bacabas. No dia 4 de fevereiro de 1758, Mendonça Furtado ergue o primeiro pelourinho no Largo São Sebastião, atual Praça Veiga Cabral e assim nasce a Vila de São José de Macapá.
Não sou historiador e o artigo não tem como objetivo narrar fatos desses 264 anos. Deixo para os valorosos Professores de história, os quais tenho muito apreço. Minhas reflexões visam mais agradecer a Deus por ser Macapaense e como cidadão nascido em 1960 conheceu e conviveu com muitos pioneiros e pioneiras que edificaram a vida em Macapá.
Qual o significado da criação de uma Vila no coração da floresta? Quais seus benefícios? Existiam prejuízos? Quais são as implicações? A construção de uma Vila em 1758 não poderia ser apenas um amontoado de gente. Na Vila moravam pessoas, seres humanos com necessidades, direitos e deveres.
Vista por outro ângulo, um povoado era uma intervenção do homem no meio ambiente. E, quando um povoado se ergue em um lugar inóspito, a intervenção ganha contornos mais complexos e delicados. Nossa história é muito rica e foi construída por índios, negros, brancos. A partir de 1943, quando da criação do Território Federal do Amapá, milhares de ribeirinhos vindos do Pará e outros tantos nordestinos desbravaram com fé e tenacidade o porvir de Macapá.
Nossos antepassados sonharam e construíram um legado eivado de amor, coragem, bravura e acima de tudo trabalho. Nada foi fácil. Tudo ainda estava por se fazer. Nossos heróis deram a vida por Macapá. Fazer a exploração, desbravar novas matas. Retirar obstáculos, limpar campos, abrir trincheiras, terras, construir uma cidade. No sentido figurado nossos pais tiveram que ser empreendedores.
Macapá é um pedaço importantíssimo da Amazônia. Então, há necessidade de conhecimento, mas muito conhecimento. Somente com conhecimento, visão, fé e muito trabalho, haveremos de transformar a capital do Estado do Amapá.
Macapá a meu ver é uma cidade estado. Concentra uma boa parte das pessoas que moram no Estado. Entre consensos e muitas divergências, deve prevalecer entre a sociedade, a certeza de que o modelo de planejamento centralizador e paternalista, está ultrapassado. Urge debater um modelo de desenvolvimento para Macapá e o Estado como um todo. Os desafios para o desenvolvimento de Macapá demandam ações e soluções técnicas e estruturadas.
Macapá necessita ser um chão para todos. Não pode ser mais um feudo ou capitania hereditária. A cultura do contracheque não pode ser mais a mola propulsora. Depois de 264 anos ou amadurecemos ou continuaremos um bairro de uma grande metrópole. Nossos gestores precisam ser mais Macapá e menos personalistas. O tempo não pode ser mais de amadores com discursos demagogos de eficiência, experiência e conhecimento técnico. Macapá não pode mais esperar.