Temos vistos, desde o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, uma série de manifestações contrárias ao seu resultado, na qual o candidato Lula foi anunciado como vencedor.
No início, uma pequena parcela de descontentes chegara a fechar estradas, impedindo o lídimo direito constitucional de “ir e vir”, livremente, dos cidadãos.
O Estado, imediatamente, coibiu tal conduta. No intuito de impedir que a tal conduta se repetisse, o TSE impôs multas despropositadas, impondo, a meu ver, uma ilegalidade para coibir outra.
Evitando que se questionasse o resultado das urnas ou a desconfiança de sua lisura, a mais alta Corte da Justiça Eleitoral e o STF determinaram prisões, impuseram a remoção das redes sociais de vários jornalistas, influenciadores digitais e, pasmem, de alguns representantes do povo, além de estipular multas totalmente descabidas.
Isto tudo às escusas de narrativas de atos antidemocráticos, como se manifestações contra um político eleito não fizesse parte da democracia.
Convém lembrar que o Partido Liberal foi multado em vários milhões de reais, com bloqueio do Fundo Partidários, por ajuizar uma ação questionando urnas eletrônicas que, segundo auditoria juntada aos autos, correriam o risco de ser invadidas e/ou não ofereciam a segurança necessária.
Todas as medidas parecem tentar impor uma mordaça àqueles que não apoiam o presidente eleito ou desacreditam na segurança das urnas e, por consequência, no resultado das eleições.
Destaca-se que o Ministério da Defesa, convidado a participar da fiscalização das urnas, enviou relatório e laudo técnico requestando uma auditoria mais aprofundada, o que, pelo que se saiba, não foi atendido pela Justiça Eleitoral.
Os manifestantes, temendo medidas drásticas contra seu direito de expressar e sua liberdade de opinião, buscaram abrigo nas portas dos quartéis em todo o país, tendo em vista que vários militares deram guaridas às manifestações, desde que ordeiras, pacíficas, como permitido em nossa Constituição Federal. Estes manifestantes encontram-se em sua vigília há mais de 55 dias, fato este nunca visto em nossa história recente.
Apesar dos jornais tradicionais não retratarem este movimento, tal fato replicou com diversas fotos e filmagens em todas as mídias sociais no Brasil e no exterior, sendo algo de grande repercussão.
Infelizmente, esta semana, um “maluco” tentou colocar uma bomba na via que dá acesso ao aeroporto de Brasília, em verdadeiro ato terrorista, sendo coibido e descoberto pelo brilhante trabalho das autoridades policiais, que prenderam tal indivíduo.
Não há de ser tolerado nenhum ato terrorista, o Brasil não é terra sem lei.
O fato isolado de um lunático, lastimavelmente, deu azo a diversas pessoas a igualarem apoiadores do atual Presidente da República e os manifestantes ao criminoso.
As falsas narrativas, as comparações e as adjetivações são extremamente perigosas e covardes.
Autoridades chegaram ao cúmulo de denominar, manifestantes de bem, de criminosos.
Agora, o futuro Ministro da Justiça postou em seu TWITER, referindo-se ao ato terrorista, que “Os graves acontecimentos de ontem em Brasília comprovam que os tais acampamentos ‘patriotas’ viraram incubadoras de terroristas. Medidas estão sendo tomadas e serão ampliadas…”.
Não é justo e, com a devida vênia, nem honesto alcunhar manifestantes pacíficos de terroristas e muito menos, por meias palavras, imputar as Forças Armadas a conivência com tais atos, por permitir acampamentos de verdadeiros patriotas ao seu redor.
Ao seguir a mesma tônica de falsas narrativas e esdrúxulas adjetivações e perversas comparações, seria o mesmo de dizer;
1- que todo filiado ou ex-filiado do PSOL são assassinos, porque Adélio Bispo que esfaqueou o atual Presidente fora filiado aquele partido Político.
2- Que 80% dos PTistas são criminosos, eis que, segundo o site O Antagonista 80% dos presos provisórios nos presídios do País votaram no Lula.
3- Que todos aqueles que votaram no candidato Lula são coniventes com crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, porque votaram no candidato que havia sido condenado em três instâncias da justiça brasileira, sendo seus crimes prescritos, devido terem sido retomados em primeiro grau, depois de decisão do STF.
Como visto, as falsas adjetivações são perigosas e traiçoeiras, sendo utilizadas de má-fé para construir deturpadas narrativas, para coibir manifestações, na tentativa vã de emudecer, por ato autoritário e arbitrário, a voz e a expressão de pensamento dos cidadãos.
Tenho Dito!!!