“Ela confessou a prática do ato infracional e disse que tinha raiva da irmã. Elas não tinham muito contato, mas essa irmã havia dado uma oportunidade para ela ter uma vida melhor na sua casa. Ela foi convidada para morar com elas três dias antes do ocorrido. Na ausência da mãe das crianças, ela aproveitou para cometer as agressões”, informou a titular da Deai, delegada Daniella Graça.
Durante o interrogatório, a adolescente detalhou como praticou o ato. Primeiro colocou uma música funk e aumentou o volume para que os vizinhos não ouvissem os gritos e choros das crianças. Ela relata que deu tapas, usou os pés e também mordeu as vítimas. A bebê, por chorar mais, acabou sendo a mais espancada.
Após a sessão de tortura, ela teria dito aos vizinhos que a criança caiu. As duas foram socorridas, mas Izabella já estava em estado grave. De acordo com a Deai, a adolescente sempre apresentou problemas. Desde a infância tem registros de passagens pelo Conselho Tutelar, apresentando desvio de conduta, pequenos furtos e uso de drogas.
A delegada Daniella chegou a solicitar à Justiça, a internação provisória dela, mas o judiciário optou por analisar o pedido após a representação do Ministério Público do Amapá.
A adolescente vai responder pela prática de ato infracional análogo ao crime de homicídio pela morte de Izabella. E pelas agressões à segunda vítima, responderá por contravenção penal de vias de fato, todas em consonância com a Lei Maria da Penha. O indiciamento está em fase de conclusão.

