Para os detratores nada é sagrado e a ‘honra’ é um conceito que se perdeu nas ‘areias do tempo’. Na realidade quem esclarece bem a intenção de quem nos ataca é Ives Gandra da Silva Martins Presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomércio-SP, Professor Emérito da Universidade Mackenzie e das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e Superior de Guerra (ESG) em seu artigo publicado no ‘Estadão’ em 30/12/2022, sob o título “Os reais interesses sobre a Amazônia”, quando afirma:
“Em outras palavras, parece-me que o interesse maior de outros países é bloquear o crescimento do agronegócio brasileiro. De rigor, a perda de competitividade destas nações está levando a uma campanha de apelo emocional de caráter ambiental para eliminar o concorrente que se tornou das maiores potências, na área. É de lembrar que o saldo da balança comercial do Brasil, graças ao agronegócio, foi o maior da história, em 2021, ou seja, de US$69 bilhões.”
Ives Gandra não está sozinho nós, os articulistas que defendemos o Brasil e seu agro, vimos batendo e rebatendo nesta mesma tecla. Hoje transcreverei parte do texto do artigo publicado por outro ilustre brasileiro fervoroso defensor da Amazônia, o paraense José Maria da Costa Mendonça, Engenheiro e Presidente do Centro das Indústrias do Pará – CIP, janeiro passado sob o título “Amazônia: reductio ad absurdum”:
“Confesso que muito me entristece as constantes inverdades que se escreve sobre a Amazônia, cujo objetivo é inibir os investimentos; a contrapartida é a situação de pobreza do povo da região. Narrativas tendenciosas, maldosas, são ditas como verdadeiras; enquanto isso, permanecemos silentes. Lembro um velho ditado popular que diz “quem cala consente” – precisamos contestar, expondo verdades.
A narrativa calhorda, predominante na grande mídia nacional e estrangeira, dá a entender que a Sociedade Amazônica, quando não está desmatando, está queimando as florestas. O argumento para desqualificar esta narrativa enganosa são os dados: temos 84% de nossas matas nativas preservadas. Reflitam, qual outra sociedade mundial expõe número igual a esse: 84% de nossas florestas nativas estão em pé, cuidadas pelos cidadãos da Amazônia.
Os fatos se repetem, sempre em detrimento da Amazônia. Aconteceu há pouco tempo em algumas regiões do Brasil uma estiagem previsível e recorrente que paralisou o funcionamento de algumas hidrelétricas por falta de água, sendo substituídas por usinas termelétricas. Como reflexo, houve um aumento substancial na conta de energia paga pelos cidadãos brasileiros e um risco real de apagão. Apelidaram esse fato de “crise hídrica”, dando entender à população que aconteceu um fato inusitado, quando na verdade, não houve nada não previsível, simplesmente foi consequência de medidas tomadas que descaracterizaram o sistema elétrico nacional – antes, o sistema previa, quando uma região fosse atingida por uma estiagem as outras regiões supririam essa falta e forneceriam a energia necessária. Hoje, isso não acontece porque decidiram que na Amazônia só devem ser construídas hidrelétricas a fio d’água, sem ou com um pequeno reservatório.
Entretanto, como sempre se fazia necessário encontrar um culpado, para justificar suas incompetências, logo, criaram esta narrativa capciosa de que “a evapotranspiração da floresta Amazônia gera vapor d’água que é transportado pelos chamados rios voadores para outras regiões que se precipitam em forma de chuvas, e com o aumento do desmatamento na Amazônia ocasionou uma redução de 25% das chuvas sobre o Brasil”. A natureza é pródiga, e agora nessas regiões está chovendo à cântaros, demonstrando que ‘mentiras têm pernas curtas’. Do ponto de vista climatológico, a Amazônia apresenta um balanço hídrico estável, a umidade que se precipita em forma de chuva no continente provém do oceano atlântico e não é essencial para distribuição das chuvas em outras regiões. Encerro citando um vídeo bastante difundido nas redes sociais. Mostra um conhecido climatologista, talvez buscando notoriedade, falando sobre uma árvore da Amazônia, se reportando a ela como uma fábrica de fazer água.
Sabe-se que a floresta não é uma máquina de produzir água, ela apenas recicla a água da chuva anterior que estava retida no solo. Embora haja uma interação floresta/atmosfera, a longo prazo: a floresta existe porque chove – e não, chove porque tem floresta. Essa narrativa cavilosa feita por este climatologista, somando-se às demais narrativas difundidas que atingem a Amazônia, caracteriza um “reductio ad absurdum”.
É preciso que mais vozes daqueles que conhecem e vivem na Amazônia se ‘alevantem’ para restaurar a verdade desmoralizando o discurso daqueles que ‘posam’ de ambientalistas e dos seus gabinetes refrigerados em outras regiões destilam venenosamente argumentos contra a nossa. Qualquer um que conhece a Amazônia percebe imediatamente que tais mentirosos sequer estiveram na região ou tem noção das suas dimensões continentais. O que sabem, com certeza, é que há riquezas abundantes.
O articulista paraense foi bastante enfático e didático em seu artigo e, mais, todas as informações podem ser confirmadas através de meras consultas na internet. No artigo há uma frase ‘lapidar’ e que deve ser mantida na memória de todos: “a floresta existe porque chove – e não, chove porque tem floresta”. Tal frase desmonta toda a argumentação que as chuvas da Amazônia somente ocorrem por causa da floresta.
Agora quem confessa sou eu. Confesso que além da tristeza é extremamente cansativo ter que contestar diariamente o fluxo de mentiras produzidas pelos tais ambientalistas, pelos maus brasileiros (que há muito denomino de colaboracionistas) e pelas ONGs internacionais cujo único objetivo é manter a injeção de financiamentos para as suas atividades desonrosas e prejudiciais ao nosso país e o nosso agro.