Um “sujeito” que se tornou “objeto” na arte de renunciar. Renunciar à valores, difíceis de se recuperar.
Em sinal de respeito, que ele mesmo me faltou, seu nome decidir ocultar.
Mandando-lhe apenas esta mensagem, para uma reflexão lhe proporcionar.
Meu “caro” amigo:
“As pessoas mais caras, são aquelas com quem a gente pode tomar o vinho mais barato”.
São elas, sim. Aquelas que não vão nos julgar pelo dinheiro que temos no bolso ou na conta bancária.
As pessoas que nos são mais caras não dão a mínima, se tudo o que temos é barato e comprado a prestação. Não ligam, se o nosso carro não tem ar condicionado e faz barulho, quando levanta o vidro.
Não ficam tristes de ganhar no aniversário, nada mais que uma mensagem de texto, um telefonema ou uma bobagem da loja de um e noventa e nove. Basta que seja sincero!
De todas as pessoas que encontramos nesta vida, as mais valiosas são as que chegam antes do dinheiro e as que ficam depois que ele acaba.
Não, isto não é uma apologia à pobreza; não!
É só uma celebração, em homenagem à muita gente leal que ainda resta neste mundo. Porque amigo de verdade é amigo com dinheiro ou na miséria.
Você pode até desistir de uma amizade; acontece. Quase todo mundo vai embora mesmo, quando é traído, enganado, maltratado, preterido. Agora, nenhuma pessoa decente abandona seu amigo, só porque a grana acabou.
Não, eu não estou dizendo que todo “pobre” é legal e todo “rico” é canalha. Estou apenas afirmando que gente boa de verdade vive para além das limitações de orçamento.
Não se aproxima e nem foge de alguém tão somente pela mera semelhança ou diferença financeira.
Gente boa de verdade, não expulsa de seu convívio familiar um companheiro na dificuldade, nem se achega a um desconhecido apenas por lhe saber endinheirado.
Para mim, as pessoas mais caras do mundo são aquelas que não reclamariam de tomar champanhe francesa na torre Eiffel ao meu lado, como também não rejeitariam uma cerveja bem gelada em minha companhia na praia fazendinha.
Nem gostariam menos de mim por isso!
Mas, aquele que transige com sua consciência, invocando razões pessoais; que não demonstra, nem possui dignidade; é sim uma pessoa indigna!
Aquele que age com trapaças, buscando enganar de forma traiçoeira, como um Sacripanta.
Indivíduo esperto e malandro, que age sub-repticiamente como um Finório; e acha que ficará impune à lei do retorno, cujo efeito bumerangue determina inexoravelmente que: “Tudo que você faz, um dia volta para você”!
Precisa aprender que, a ação do mal pode ser rápida, mas ninguém sabe quanto tempo exigirá o serviço da reação, indispensável ao estabelecimento da harmonia soberana da vida, quebrada por nossas atitudes, contrárias ao bem.
Precisa saber, quanto tempo levamos para refazer, às vezes, a inconsequência de um ato praticado por nós mesmos, em um minuto apenas!
Edinho Duarte
Jornalista, Pedagogo e ex-deputado estadual