Dai-me a liberdade, não a censura
Dai-me a liberdade, não a censura
Que eu possa manifestar
Fazer as próprias escolhas
Escolher as minhas flores
Optar por Rosas e não Petúnia
Dai-me a liberdade, não a Censura
Que as críticas sejam respeitadas
O pensar seja livre, sem mutilação
Que a divergência não seja impura
Pela maléfica opressão
Dai-me a liberdade, não a censura
Que a ditadura seja para sempre enterrada
E o fantasma admoestação exorcizado
Que a independência não seja currada
E a repressão esterilizado.
Dai-me a liberdade, não a censura
Que não haja espaço para presos Políticos
Faça-se quimérico o crime de opinião
A Justiça seja justa, nunca teratológica
Que se quebre a pena do julgador ideológico.