Morreu no domingo (5) a recém-nascida Caroline Almeida. A bebê, de apenas 22 dias de vida, sofreu uma queimadura no braço enquanto estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da maternidade do Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML).
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o acidente aconteceu durante procedimento técnico de aquecimento no bebê. O óbito foi informado pela mãe da criança, Rosilene Tenório de Almeida.
Ainda, segunda a Sesa, a funcionária responsável por realizar a técnica de aquecimento já foi afastada das funções e um procedimento administrativo vai apurar o fato.
Segundo detalhou a mãe da pequena Caroline Almeida, foi necessário aguardar a manhã inteira de sábado por uma resposta sobre a queimadura da filha e somente a tarde a diretoria do hospital à procurou.
Ainda, de acordo com Rosilene Tenório, foi receitado comprar uma pomada para passar na queimadura da bebê porque na maternidade não havia a medicação adequada para cuidar da queimada da recém-nascida.
A mãe da recém-nascida descobriu a queimadura somente na manhã do sábado (06) durante visita à filha na UTI. A família veio de Afuá, município do Pará, para que a criança recebesse tratamento com urgência de um problema grave no coração. A bebê nasceu cardiopata congênito complexa.
Ela estava internada na maternidade enquanto aguardava a possibilidade de tratamento em outro estado.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde para saber se a causa da morte da recém-nascida tem a ver com a queimadura ou em razão de complicações da cardiopatia e até o fechamento dessa matéria não teve retorno.
Excesso de trabalho
Profissionais da área de saúde vem denunciando que faltam profissionais na Maternidade Mãe Luzia. Em alguns dias a equipe da enfermagem tem que cuidar até de 30 pacientes num plantão. Enquanto que o normal, no caso da UTI, segundo a Resolução Cofen n° 543/2017 é de um enfermeiro para 2,56 pacientes e um técnico de enfermagem para 2,77 pacientes.
Há dois meses a situação ficou ainda pior quando os médicos da Maternidade Bem Nascer pararam as atividades por falta de pagamento.

