Tudo, absolutamente tudo, é constante movimento.
Meditar andando, caminhando, como esclarece o monge vietnamita Thich Nhat Hanh, é o profundo mergulho para encontrar a paz interior.
Os pensamento não cessam, são uma cachoeira de águas ininterruptas, às vezes calmas, às vezes abruptas, mas ininterruptas. Descobri isso ainda lá na infância, aproveitando a hora de fazer a sesta a caminhar sob as árvores do pomar refrescante; enquanto os adultos, em cadeiras ou sonecas, fugiam do sol inclemente dos 40°, ou mais, das terras do oeste. Entendi naquele instante que jamais sestearia, pois meus pensamentos jamais cessariam…
Volto às descobertas estelares. Há estrelas mortas, há cemitérios estelares na nossa brilhante galáxia. O desafio dos cientistas foi descobrir onde se encontram esses cadáveres, esses ossos estelares já sem brilho.
Pousaram seus olhares nos fantasmas dos buracos negros, das estrelas de nêutrons e encontraram rastros rastreáveis ao mergulharem nas profundezas do tempo cósmico e reconstruírem como se comportaram ao longo de bilhões de anos. O fato constatado é que “Quase todos os restos já formados ainda estão lá fora, deslizando como fantasmas pelo espaço interestelar.”
Confesso, isso me fascina, embora traga mais perguntas do que respostas. Quantos fantasmas carregamos sem saber ou desconfiar? Em que buraco negro estamos ou será em uma órbita de luminosa constelação? O fato inconteste é de que o ontem já era. O ontem que gerou movimento que ainda prospera e atende pelo nome de “hoje”, e o hoje impera.