O Ministério Público de Milão, na Itália, enviou ao Ministério da Justiça um pedido de extradição e um mandado de prisão internacional para Robinho.
O ex-atacante do Santos, Milan e Real Madrid foi condenado a nove anos de prisão por violência sexual contra uma jovem de 23 anos em uma boate de Milão. O caso aconteceu em janeiro de 2013 e a setença final da Surpemo Tribunal da Itália saiu em janeiro deste ano.
Segundo o jornal “La Repubblica”, apesar do Brasil não permitir a extradição de seus cidadãos, a medida enviada pelo MP de Milão permite que Robinho seja preso caso deixe o Brasil em direção a outro país.
Além de Robinho, Ricardo Falco, amigo do ex-jogador, também foi condenado pelo mesmo crime. O julgamento aconteceu no dia 19 de janeiro na Corte de Cassação de Roma. A defesa de Robinho chegou a apresentar um último recurso, mas a corte italiana negou o pedido.
Robinho e Falco foram condenados no artigo “609 bis” do código penal italiano, que fala sobre a participação de duas ou mais pessoas para o ato de violência sexual, quando alguém é forçado a manter relações sexuais por sua condição de inferioridade “física ou psíquica”.
O ex-jogador terá ainda que pagar uma indenização de cerca de 60 mil euro, equivalente a cerca de R$ 372 mil.

