A ação também cita o vice-prefeito Nilson Figueiredo, pedindo que no julgamento do mérito, sejam suspensos os direitos políticos de ambos por oito anos.
Segundo levantamento feito pelo MP Eleitoral, com base em dados do Portal da Transparência dos 1224 servidores da prefeitura, 818 são funcionários temporários que foram contratados a partir de janeiro de 220. Em dezembro de 2019, a prefeitura tinha 405 servidores.
Rildo Oliveira alega que precisou contratar mais servidores devido a pandemia do novo coronavírus, mas dos 818 servidores contratados, apenas 231 encontram-se vinculados à Secretaria Municipal de Saúde.
O promotor não aceitou as explicações e selecionou 15 nomes de forma aleatória e determinou que um policial militar do MP fosse até a prefeitura verificar se os servidores contratados a partir de 1* de julho estavam trabalhando. Dos 15 apenas um foi encontrado prestando expediente na área da saúde.
“Os fatos e elementos probatórios apresentados na inicial demonstram claramente os elementos configuradores do abuso do poder político, no caso, a utilização da máquina pública pelo atual prefeito, Rildo Gomes de Oliveira, em benefício de sua candidatura à reeleição, por meio da nomeação de servidores a título precário com o objetivo de ampliar sua base eleitoral, conclusão que se extrai, ipso facto, da exorbitante quantidade de servidores temporários nomeados ao longo do corrente ano”, afirmou o promotor da 8* Zona Eleitoral, Rodrigo Celestino.
A ação pede também que todos os servidores contratos a partir de janeiro que não sejam da área da saúde sejam exonerados, sob pena de multa diária em caso de não obediência.

