Num futuro não muito distante, a expectativa é que essa tarefa reflita em uma sociedade menos machista, como aposta e acredita a paraense Arenda Oliveira, filha do cirurgião vascular, radicado no Amapá, Mario Nazareno Oliveira e de Wania Oliveira, uma das dez mães que foram entrevistadas pela Universa.
Mudar paradigmas passa pela valorização do trabalho da mãe. A filha de Arenda, Clara de 04 anos, quando perguntada sobre que profissão pretende seguir, responde que quer ser pilota de avião (como o pai), veterinária e vendedora de cachorro-quente. Todas as opções são incentivadas e validadas pela família.
Da mesma forma, a mãe faz questão de valorizar a própria carreira, servindo de inspiração para a garotinha. “Digo sempre a ela que mamãe trabalha bastante porque, além de amá-la muito, ama a carreira que construiu”, diz Arenda, que atua na área de Tecnologia para Aviação, ainda muito masculina. “Fazer-se presente, desenvolvendo-se no mesmo ritmo da indústria, é fundamental”, defende a mãe, voluntária no Inspiring Girls, uma organização sem fins lucrativos que trabalha com meninas de 10 a 15 anos, abordando possibilidades de carreiras e quebrando estereótipos de gênero.
Quebrando paradigmas
Arenda trabalha em uma área que já foi considerada exclusivamente machista, Aviação e tecnologia, já foram assuntos considerados masculinos, mas a brasileira rompeu paradigmas e foi a única do país no SEEC – Space Exploration Educators Conference.
A conferência foi realizada no início de fevereiro no Centro Espacial de Houston (da NASA), no Texas, e Arenda, que atua há 15 anos na área de transporte aéreo e atualmente trabalha na empresa que é a maior provedora de tecnologia para viagens no mundo, participou do evento que é voltado para educadores formais e também para todos que apoiam e viabilizam a educação infantil multidisciplinar e de incentivo à pesquisa e tecnologia.