Uganda fez ameaças contra o Irã, e disse que pode se juntar a guerra no Oriente Médio para defender Israel. O posicionamento foi divulgado pelo chefe do Exército nacional, general Muhoozi Kainerugaba, em uma série de publicações na rede social X.
“Queremos que a guerra no Oriente Médio termine agora. O mundo está cansado dela. Mas qualquer conversa sobre destruir ou derrotar Israel nos levará à guerra. Ao lado de Israel!”, escreveu o general em uma mensagem divulgada na rede social X na quarta-feira (25/3).
Em seguida, Kainerugaba afirmou que caso Israel precise de ajuda, “seus irmãos ugandeses estão prontos para ajudar”.
De acordo com general — filho de Yoweri Museveni, presidente da Uganda desde a década de 1980 —, tal apoio é justificado pela ligação religiosa entre a nação africana, majoritariamente cristã, e Israel.
“Estamos ao lado de Israel porque somos cristãos”, disse em uma mensagem publicada na quinta-feira (26/3).
Além de prometer apoio militar para o país comandado por Benjamin Netanyahu, o chefe das Forças de Defesa Popular de Uganda (UPDF) ameaçou o Irã.
“Ouvi dizer que nossos amigos em Israel estão buscando uma divisão para capturar Teerã”, disse Kainerugaba. “Pessoalmente, acho que uma divisão é demais. Uma brigada da UPDF resolveria o problema rapidamente”.
Até o momento, autoridades iranianas ainda não se pronunciaram sobre as declarações de Uganda. A guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã prestes a completar um mês, sem que uma solução diplomática seja encontrada.
Relações entre Uganda x Israel
Por muitos anos, a relação entre Uganda e Israel foi marcada por tensões. O ápice aconteceu na década de 1970, quando a nação africana foi comandada Idi Amin Dada, considera um dos piores ditadores da África.
Em 1976, o regime de Idi Amin forneceu apoio a membros da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) durante o sequestro de um avião da Air France. A aeronave foi desviada de sua rota original, e pousou na cidade de Entebbe, em Uganda. Lá, radicais fizeram passageiros israelenses e judeus de reféns, até uma operação de resgate das Forças de Defesa de Israel (FDI).
O cenário mudou após a queda de Idi Amin Dada, e dos anos de guerra civil em Uganda. Com a ascensão Yoweri Museveni, Kampala e Tel Aviv retomaram os laços diplomáticos, e atualmente mantém uma relação de aproximação e cooperação estratégica.
Fonte: Metrópoles

