Caio Ribeiro foi um ex-jogador sem polêmicas. Comentarista estudioso, mas ameno, avesso às críticas pesadas. Também não se especializou em dar notícias exclusivas. Trabalha no grupo Globo há 15 anos como comentarista.
Por conta do monopólio que durou décadas, sobre o futebol deste país, a emissora mantinha uma relação umbilical com a CBF. E conseguia informações privilegiadas em relação à seleção brasileira.
Mas isso diminuiu muito desde que a Globo não apoiou os ex-presidentes Ricardo Teixeira e Marco Polo del Nero, quando a Fifa os baniu. Só que uma “notícia” mexeu com os bastidores da CBF.
“Dada” por Caio Ribeiro em uma descontraída live, conversa ao vivo, sobre o Cartola, lucrativa brincadeira que a Globo criou para que internautas façam sua seleção sobre quais serão os melhores jogadores de cada rodada do Brasileiro.
Caio se tornou um especialista em dar “dicas”. Conversando, de forma relaxada, ele falava sobre faltar um título para que Fernando Diniz pudesse sonhar com o lugar que Tite deixará vago após a Copa do Catar.
Foi quando decidiu avisar que sabia que Mano Menezes seria o treinador da seleção novamente. Com Andrés Sanchez como diretor da CBF. Pediu que fosse cobrado “depois”‘.
A “revelação” causou furor. Não por Caio Ribeiro, mas por conta da histórica ligação da emissora com a CBF. O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, tratou de negar a “informação”. Disse que só tratará do assunto em janeiro.
Antes disso, classificou como “mentira” qualquer afirmação sua sobre a sucessão. Mano Menezes foi quem mais estranhou a garantia de Caio Ribeiro. “Não tive nenhum contato sobre isso. Zero!”, jurou, em Porto Alegre.
Despachado, o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez buscou a ironia para debochar da afirmação do comentarista da Globo. “Meu Deus, Caio Ribeiro deve ter ido na cartomante ou viu bola de cristal kkkkkkk.”
O comentarista se calou sobre o assunto, desde as negativas. Ele ficou em uma situação difícil, constrangedora, onde trabalha. Por expor a emissora.
Se queria, será muito cobrado quando for anunciado o sucessor de Tite. Que tem tudo para não ser Mano Menezes. O treinador fez um trabalho decepcionante, fraco, quando teve a chance de comandar o Brasil, entre 2010 e 2012.
Nestes dez anos, foi péssimo no Flamengo. Fez um trabalho razoável na volta ao Corinthians. Começou bem no Cruzeiro, mas preferiu o dinheiro oferecido pelos chineses do Shandong Luneng. Pagou caro pela escolha. Foi demitido seis meses depois.
Reassumiu o Cruzeiro por três anos. Ganhou a Copa do Brasil. Mas encaminhou o rebaixamento do clube. Suportou apenas 20 partidas antes da demissão no Palmeiras.
Ficou nove meses desempregado. Foi contratado pelo Bahia. Ficou apenas três meses, demitido, deixando o clube à beira do rebaixamento, que se concretizou em 2020.
Voltou à fila do desemprego por quatro meses, até assumir o Al Nassr. Durou cinco meses o sonho árabe. Nova dispensa.
Só depois de sete meses voltou a trabalhar como treinador. Dessa vez no Internacional. Não ganhou nenhum título. Só o vice-campeonato brasileiro, oito pontos atrás do Palmeiras.
Com Informações de R7

