O policial penal Anderson Luiz Dias da Silva, de 41 anos, preso nesta terça-feira (3) pela Polícia Civil do Amapá recebia entre R$ 15 mil e R$ 20 mil a cada remessa de drogas e celulares levada para dentro do cadeião do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
Segundo as investigações da PC, há indícios de que o policial penal integra uma organização criminosa e beneficia detentos. O servidor terá que ficar 30 dias detido.
Anderson responde pelo homicídio de Marcelo Brito da Silva, de 25 anos, que aconteceu em 2018 após uma discussão no trânsito.
Durante o Operação Calabar deflagrada nessa terça-feira (3), a Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), também cumpriu outro mandado de prisão contra um interno do Iapen e 2 mandados de busca e apreensão contra os investigados.
O detento que foi preso nessa operação confessou autoria dos crimes dos quais é acusado e afirmou que o policial penal participa do esquema há cerca de um ano.
“Ele usava-se dessa condição de funcionário público, do acesso facilitado, não passava pelo scanner, não passava pela revista, entrava com os entorpecentes, deixava em locais estratégicos e esse preso recolhia o material e repassava para os líderes da facção. Por cada serviço ele chegava a receber valores que variavam de R$ 15 mil a R$ 20 mil. O preso recebia de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil” detalhou o delegado Estéfano Santos.
Para a Draco, não há dúvidas da participação do servidor.

