A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) faz regularmente a sondagem nacional Radar Febraban (íntegra – 2 MB) para saber o que a população pensa sobre os temas mais importantes para a entidade. Não podemos ler uma pesquisa quantitativa como esta apenas comparando números de aprovação e rejeição, mas pondo um olhar um pouco mais apurado, buscando entender qual o sentimento que trespassa o eleitorado neste momento e qual suas consequências.
Na prática, segue o clima de polarização no Brasil. Como diz meu amigo Mario Rosa, uma polarização tóxica. Enquanto rola o climão de Fla x Flu, não se discute aquilo que os 2.000 entrevistados pela Febraban mais querem: saúde, educação e emprego. Nesta ordem. A pesquisa deixa transparecer a percepção do eleitorado de que o governo não começou de fato. E o indicativo desta percepção é um regular de 27%, praticamente 1 terço.
É um sinal amarelo, embora o governo tenha pouco mais de 2 meses, muito chão pela frente e o presidente Lula seja um encantador de serpentes de primeiríssima linha. Nada é definitivo, mas não dá para achar que o jogo está ganho.
O eleitorado brasileiro, pelos números do TSE, tem uma maioria com baixíssima escolaridade. Só 11% têm diploma universitário. São 40,7% os eleitores que se declaram analfabetos, analfabetos funcionais, com ensino fundamental incompleto ou completo. Aqueles com ensino médio completo ou incompleto são 42,9%. Juntos, são 83,6%.
O eleitorado brasileiro, pelos números do TSE, tem uma maioria com baixíssima escolaridade. Só 11% têm diploma universitário. São 40,7% os eleitores que se declaram analfabetos, analfabetos funcionais, com ensino fundamental incompleto ou completo. Aqueles com ensino médio completo ou incompleto são 42,9%. Juntos, são 83,6%.
Esta é a tragédia de uma maioria com baixa renda, baixa escolaridade e baixa capacidade cognitiva. Só 20% dos eleitores brasileiros ganham mais do que 5 salários mínimos. Esta não é uma questão de inteligência, mas de condição social, onde a maioria não tem acesso a uma boa escola, saúde eficiente e emprego digno. As prioridades não poderiam ser diferentes. Elas vêm de uma expectativa criada a partir das promessas de campanha que, se não forem cumpridas, podem azedar o humor deste eleitorado que já não reage mais como há 20, 30 anos. Está mais calejado….