Visitei o centro de saúde Papaleo Paes, acompanhado de meu amigo Sebastião Magalhães. Ele falou sobre o serviço ofertado em cada sala e explicou a maneira como as pessoas são atendidas.
Sebastião informou que há um serviço de acompanhamento telefônico que contacta, especialmente, as pessoas que deixam de procurar a sequência do tratamento iniciado.
Informou que, embora não direcionado para um público em especial, a maioria dos pacientes está na melhor idade, ou seja, são pessoas idosas, aquelas que já viveram mais, trabalharam mais e, em sua maioria, contribuíram mais para a sociedade.
Lembrei da luta para trazer o Hospital Universitário e o Hospital de Amor e pensei, com alegria, que trazer referências ajuda a melhorar os serviços prestados em nosso Estado.
Apesar dos que me sucederam não terem dado sequencia ao meu trabalho, a elevação do nível de atenção e do atendimento prestado em centros de excelência como o Hospital de Amor – cuja primeira, das três fases está em funcionamento, ainda; faz com que as demais instituições sintam a necessidade de melhorarem.
E não apenas isso, também, o cidadão percebe que tem direito de receber muito mais do que lhe está sendo oferecido na saúde pública do Amapá.
Fiquei encantado com o entusiasmo de Sebastião com o serviço oferecido aos pacientes e, também, com o próprio centro, que oferece atendimento humanizado e personalizado. Um oásis na caótica oferta de saúde pública do Amapá.
Sebastião enfatizou que há uma atenção personalizada, que inicia com os registros para identificar a origem e dados pessoais dos pacientes. Os registros permitem que uma central telefônica, ou call center, tenha elementos para localizar aqueles que deixam de dar sequência ao tratamento iniciado.
Sabemos que interrupção do tratamento iniciado pode agravar a doença quando há interrupção de medicamentos, especialmente, antibióticos, cuja suspensão pode gerar vírus resistentes ou até ultra resistentes, gerando perigo de morte ao paciente e às demais pessoas.
Não tinha melhor maneira de homenagear Papaleo, no centro ao qual deram o seu nome, do que oferecer um diferencial de humanidade próprio da pessoa que ele foi em vida.
Sebastião sabe disso. Sabe que seu trabalho e dos demais colegas está em patamar superior aos demais na saúde pública do Amapá. E isso é fácil de perceber em seu rosto feliz. O rosto que expressa sorriso semelhante ao do saudoso Dr. Papaléo Paes que dá nome ao centro; era o melhor amigo de Sebastião e ser humano que tive a honra de ser também amigo.
Obrigado Sebastião, obrigado equipe do centro de saúde Papaléo Paes. Vocês nos fazem ter esperança de que o serviço público de saúde do Amapá pode ser muito melhor.