Lula volta ao cargo de representante maior da nação, eleito, diplomado e empossado. Em seu discurso de posse iniciou com inverdades e falsas narrativas.
Inicia com agradecimentos às pessoas “que enfrentaram a violência política antes, durante e depois da campanha eleitoral”. Denominam estas como sendo “uma minoria violenta e antidemocrática tentava censurar nossas cores e se apropriar do verde-amarelo, que pertence a todo o povo brasileiro. […].”
É de se perguntar, qual violência política? Será que o presidente está se referindo a uma grande parcela da população, quase metade dos votos válidos, que são opositores a sua pessoa em razão dos diversos escândalos que ele e seu partido esteve envolvido, a exemplo do mensalão ou petrolão? Ou sua Excelência quer dizer das milhares de pessoas que participaram de passeatas a favor do impeachment da defenestrada do Palacio da Alvorada, Dilma Rousself? Às vezes pode estar referindo aos milhares de patriotas que se mantem vigilantes diante dos quarteis militares, manifestando seu descontentamento com o resultado da eleição, levantando bandeiras pela liberdade de expressão?
O Sr. Presidente eleito esquecera que os Patriotas, alcunhados por ele como antidemocráticos, nunca, em momento algum, apropriaram da Bandeira Brasileira. Na realidade a Bandeira, um dos símbolos nacionais conforme estipulado a legislação de nosso país, pertence a todos os brasileiros, e, nos, os patriotas, nunca trocamos por bandeiras vermelhas de partidos ou as com foices e martelos.
Em seu discurso, diz o Presidente que defende a liberdade de expressão, mas pretende, como dito várias vezes, regulamentar a imprensa e mídias sociais. Será que a defesa de sua Excelência é seletiva, apenas para aqueles que o apoiam?
O Presidente, em seu discurso falou no restabelecimento da democracia e que o povo seria ouvido para as decisões e, em seu primeiro ato revoga normas que facilitavam acessos as armas e munições.
Acho que Lula esqueceu que o Brasil vive em uma democracia, e que o ex-Presidente Bolsonaro sempre manteve, como por ele dito, nas quatro linhas da Constituição Federal. A revogação das normas que facilitavam o porte e posse de armas, além de ser uma medida que deixa transparecer revanchismo, vai em desacordo com a opinião popular. Esquecera, novamente, sua Excelência que no ano de 2005, em referendo popular, 63% da população votaram a favor do comercio de armas de fogo.
Acrescente-se, ainda, que o numero da violência, principalmente homicídios, foram drasticamente reduzidos nos últimos quatro anos.
Quanto economia, não seria diferente o seu discurso falacioso. Segundo Lula: “O diagnostico que recebemos do Gabinete de Transição é estarrecedor”. Porém os dados verdadeiros demonstram a inveracidade de sua fala. Ao contrário, após sua posse e a manifestação contrário ao teto de gastos, a bolsa despencou e o dólar subiu.
Segundo nota do Ministério da Economia (site oficial):
– “A Dívida Bruta do Governo Geral deverá terminar o ano representando 74% do Produto Interno Bruto (PIB) e superávit primário de R$ 23,4 bilhões, o primeiro desde 2013 (Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias – 5º Bimestre de 2022). Será o primeiro governo que encerra o mandato com endividamento em queda.”
– “Estados e municípios registrarão o segundo ano consecutivo de superávit primário em 2022. Ainda na relação com os entes federados, as transferências por repartição de receita chegaram a 4,8% do PIB em 2022 (aproximadamente R$ 480 bilhões), maior patamar da série histórica iniciada em 1997. Cabe destacar, também, o resultado das empresas estatais que caminha para fechar 2022 na casa dos R$ 250 bilhões, depois de resultado de R$ 188 bilhões em 2021, contra prejuízos de mais de R$ 30 bilhões em 2015. A atual administração também marca outro fato inédito ao entregar o nível de despesa primária em proporção do PIB em patamar inferior ao do início do governo (18,7% do PIB em 2022 contra 19,5% em 2019). Ademais, a taxa de desemprego atual é a menor já registrada desde maio de 2015.”
Isto tudo, lembre-se, após uma pandemia mundial e uma guerra entre a Rússia e Ucrânia.
Convém lembrar que o atual Governo, recém empossado, quase duplicou o número de Ministérios para poder abrigar apoiadores e apadrinhados políticos, o que por se só demonstra um certo descaso com o aumento das despesas públicas.
Empréstimos realizado durante a gestão de Lula (2010) à Cuba e Venezuela, através do BNDS pelos financiamentos das chamadas “exportações de engenharias” no intuito de construções de Porto e Metros, encontram-se inadimplentes. (https://veja.abril.com.br/coluna/maquiavel/o-tamanho-do-calote-de-venezuela-e-cuba-no-bndes-dos-tempos-do-pt/)
Se no Governo Bolsonaro o lema era “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, espero que no atual não seja “Cuba e Venezuela acima de tudo, e falácias para cima de todos”
Desejo, como brasileiro, que o arroubo de retórica e inverdades do Presidente Lula fique apenas nos discursos. Está na hora de descer do palanque eleitoral e passar a governar para toda nação brasileira, não com balelas, mas com responsabilidade fiscal e social.
Tenho Dito!!!