Recentemente li artigo publicado pela Revista do Oeste, em 15/07/2022, que além do ‘travo amargo na boca’ me despertou uma enorme perplexidade, não pela revista e sim por declarações publicadas. Vivemos em uma época que líderes de organizações e instituições fazem declarações que as desmerecem, nem por isso me levam a desmerece-las, por ter a consciência que tais entidades são como quaisquer veículos que apenas seguem as manobras de seus condutores.
Leiamos a matéria publicada pela revista sob o título “Francisco aconselha jovens a comerem menos carne para ‘salvar o meio ambiente”, que transcrevo alguns trechos:
“Em uma carta enviada à Conferência da Juventude da União Europeia, realizada em Praga entre 11 e 13 de julho, o papa Francisco fez um apelo aos jovens para consumirem menos carne. O objetivo: ‘ajudar a salvar o meio ambiente’. ‘É urgente reduzir o consumo não só de combustíveis fósseis, mas também de tantas coisas supérfluas’, disse o líder da Igreja Católica. ‘Também em algumas áreas do mundo seria conveniente consumir menos carne: isso também pode contribuir para salvar o meio ambiente.”
Não critico o homem investido no cargo de Papa, afinal o ‘livre arbítrio’ é um dom que foi dado aos seres humanos pelo Deus Cristão. O que critico é a manifestação do Papa, líder de uma das maiores religiões do planeta que cuida da espiritualidade, transmitindo ao mundo uma opinião como se fosse a de todos os Católicos, afinal não tenho notícias de nenhum ‘Concílio’ debatendo tal tema. Não me aprofundarei no assunto, deixo aos leitores o ‘livre arbítrio’ para esmiuçar o tema. Aqui um alerta, apesar de participar de algumas entidades, quando expresso minha opinião através de artigos não represento a nenhuma dela ou setores aos quais pertenço, muito menos a opinião dos veículos de comunicação nos quais os publico. Represento sim a mim mesmo.
Continuando, ainda, a abordar o ativismo climático, o site do Instituto Rothbard, em 09/07/2022, o artigo “Uma autópsia do ativismo”, de autoria de Dustin Broadbery que transcrevo trechos:
“Não é que uma boa crise seja irresistível para aqueles que não têm imaginação, e sim que as queixas legítimas que as pessoas têm com o sistema injusto estão sendo usadas para suavizar seus vincos e fortificar seu império, é que os problemas reais são triangulados em crises fabricadas, e que as incessantes queixas e reclamações de alguns seletos superdisseminadores da retórica oficial abafam quaisquer demandas sensatas por mudanças positivas e tangíveis. Neste caminho tortuoso para a reforma, o resultado é mais do mesmo governo causando muitos dos mesmos problemas.
Políticas que normalmente seriam evitadas pelos ativistas são adotadas com total indiscrição. Assim como aqueles que normalmente manteriam suas bocas fechadas e não se aventurariam a pensar em voz alta recebem um alto-falante para nos enganar, até que sua opinião de alta visibilidade se torne nosso mandato para mudança. Esse sermão de um rebelde suburbano, amplificado pela mídia corporativa e aplaudido nos púlpitos políticos, acaba arruinando todos os quadrantes da sociedade com sua postura, até que todos estejam recitando o mesmo fim do mundo, a mesma degradação, o mesmo histrionismo e estejam oferecendo aos deuses seu próprio virtuosismo moral como a cura para todos os problemas do mundo. Como regra geral, o mais mortalmente ofendido recebe a maior cobertura da mídia.
A maior esfera de influência sobre o ativismo são as ONGs e as grandes fundações. A Bloomberg Philanthropies financia ativistas que fazem campanha em questões tão diversas quanto os direitos LGBTQ ao controle de armas. A Fundação Bill e Melinda Gates canaliza milhões de dólares para várias ONGs que reprimem a liberdade de expressão online. O homem mais perigoso da Babilônia, no entanto, é George Soros, cuja Fundação Open Society está presente em todos os lugares onde há agitação civil, desde o Extinction Rebellion ao golpe ucraniano de 2014 de grupos anti-Brexit até ONGs minando a soberania nacional da Índia.
Soros admite abertamente que vê o nacionalismo como o grande inimigo de uma sociedade aberta. Lançar em Davos 2020 um programa interuniversitário de US$1 bilhão que ensina sobre as armadilhas do nacionalismo representa mais um passo na captura ideológica de nossas instituições educacionais pelo marxismo cultural. Doutrinar as gerações futuras nas ideologias da classe predadora, disfarçada de reforma social, é o que realmente está acontecendo aqui.
Se você quiser saber como a ciência atingiu um consenso, basta olhar para o esquema climático multibilionário, avaliado em US$ 632 bilhões em 2020, e previsto para atingir surpreendentes US$4 trilhões até 2030. Esse tipo de estímulo compra muito barulho, artigos científicos, ativismo e todo o resto. Mas também ajuda a encobrir tudo o que está sendo introduzido pela porta dos fundos das políticas climáticas, da tributação para salvar o mundo à apropriação indevida de recursos à um governo mundial.
A guerra contra o carbono é, de fato, uma guerra contra a vida e se Fink e Soros conseguirem o que querem, a humanidade será o carbono que será eliminado. Afinal, somos formas de vida baseadas em carbono. O carbono é a base química de toda a vida na Terra. Com mais dióxido de carbono na atmosfera, temos mais fotossíntese e, portanto, mais plantas.
O clima está mudando realmente, mas está ficando mais frio – estamos tendo um dos climas mais frios já registrados, que é chamado de Grande Mínimo Solar. Estas são mudanças em nossos sistemas climáticos para as quais as pessoas não estão preparadas. Elas estão despreparadas porque a mudança climática é mais do que apenas um negócio. Para os destituídos moral e ideologicamente, é uma ordem espiritual mundial de proporções bíblicas, como foi originalmente pretendido pelo homem que colocou a ONU no negócio da mudança climática – o bilionário magnata do petróleo Maurice Strong.”
Por favor me perdoem, quando leio os textos que transcrevi fico espantado para onde ‘caminha a humanidade’. Um Papa, que deveria se preocupar com a espiritualidade e manutenção da vida, recomendando para a juventude, que construirá o futuro da nossa espécie, a redução do consumo da ‘proteína da vida – a carne’, e um artigo que mostra a campanha deslanchada por alguém contra o nacionalismo. O artigo também revela as enormes quantias investidas na ideologia ambientalista, vejam bem falei em investimentos, até melhor juízo investimento pressupõe retorno financeiro. “Um investimento, em termos econômicos, é capital que se aplica com o intuito de obter rendimentos a prazo”.