Tal promessa passou a ser reiteradamente acompanhada de um “mantra”: “vou escolher um ministro terrivelmente evangélico”. A partir de então, a oposição, a imprensa e a comunidade evangélica começaram a tentar decifrar o que queria dizer a frase “ministro terrivelmente evangélico”.
Os mais precipitados logo afirmaram que seria a escolha de alguém “cheio de poder espiritual”, ao estilo de pregadores pentecostais. Outras opiniões mais moderadas, acreditaram que tal indicação se daria em favor de um pastor-jurista, que pudesse defender interesses cristãos. Já outros, mais céticos, defendem que tal promessa (presidencial) seria uma bravata ou, no máximo, que a futura escolha poderia recair sobre algum jurista estratégico, de perfil evangélico discreto. As expectativas ficaram no ar.
Com a aproximação da aposentadoria constitucional compulsória do decano da Corte, ministro Celso de Melo, vários candidatos ditos “evangélicos”, “pastores”, começaram a surgir, dentre os quais, alguns nunca vistos antes, que ninguém imaginava pertencer à comunidade evangélica. Até listas tríplices feitas por lideranças eclesiásticas e por jornalistas de plantão circularam pelas redes sociais, pela imprensa e pelos corredores de Brasília.
Ao surgir a primeira vaga no STF, Bolsonaro surpreendeu a todos, indicando o anônimo Kássio Nunes Marques, desembargador do TRF1, com apenas 11 (onze) anos de carreira, magistrado oriundo do quinto constitucional da OAB. Diversas ilações surgiram a respeito do assunto, até aquela de que foi uma escolha para agradar o Centrão!!!
E a indicação do tal “ministro terrivelmente evangélico”, como ficou? Confrontado, o Presidente pediu paciência, que as coisas não são tão fáceis em Brasília e que a próxima vaga seria do tão esperado “ministro terrivelmente evangélico”.
Mas, o que o Presidente quer dizer com esta frase enigmática? Bem, podemos arriscar alguns palpites, fazer uma “leitura” do contexto e tentar traduzir tal frase.
A ascensão de Bolsonaro ao poder inicia com a sustentação incisiva de suas opiniões radicais contra a criminalidade, por ser militar, e sua adesão às bandeiras conservadoras e caras à sociedade brasileira, uma sociedade majoritariamente cristã, defensora da vida, da família, da pátria, dos bons costumes etc. Eleito e empossado, continuou a defendê-las com “unhas e dentes”.
De outro modo, a atual geração de ministros do STF foi escolhida por governos de esquerda, progressistas, defensores de matérias contra majoritárias, para a qual as minorias devem ser pelo Judiciário tuteladas. De acordo com os atuais ministros, valores cristãos não devem se sobrepor aos de minorias simpatizantes de comportamentos, tais como o uso de drogas, prática de aborto, relações homoafetivas etc. Mesmo que o Parlamento Nacional, representante máximo do povo brasileiro, “se manifeste em sentido oposto”, os atuais membros do STF defendem que possuem em suas mãos o poder de “contra majoritar” a vontade popular.
Diante desse contexto, o Presidente da República foi desafiado a confrontar ou melhor, em termos miúdos, “peitar” a Suprema Corte. Prudente, tendo exercido por sete vezes o mandato de deputado federal e conhecedor das entranhas do poder nacional, Bolsonaro respondeu que não se muda um país dando um “cavalo de pau”, ou seja, com atitudes radicais, colocando em xeque a democracia.
Dessa forma, quando o Presidente sustenta que indicará um “ministro terrivelmente evangélico” à Suprema Corte, pensamos ser uma forma didática de dizer que será alguém de direita, conservador, de conduta ilibada e notório saber jurídico e que além disso, também possua formação sólida na área dos valores cristãos, aceitos e professados pela maioria da sociedade brasileira, um país majoritariamente católico e evangélico. O Presidente deseja indicar um ministro que não seja adepto de teorias contra majoritárias, mas de teorias engendradas no respeito à pessoa humana, ou seja, sem nenhuma acepção ao usuário de drogas, ao adepto do sexo livre, sem discriminação aos homossexuais etc., pois todos precisam de justiça, de dignidade, de respeito humano, proteção do Estado etc., sem necessidade de afrontar ou desconsiderar a fé da maioria daqueles que, por motivo de crença, não comungam das mesmas opções de vida.
O futuro “ministro terrivelmente evangélico” é uma forma de dizer que a composição da Corte Suprema da Nação não pode ser assimétrica. A Suprema Corte do país deve refletir o povo, de forma, harmônica, temperada, calibrada, proteger as opções das minorias e respeitar os anseios da maioria. Os pratos da balança da Justiça devem estar alinhados. Reputamos ser esse o sentido da palavra do Presidente da República ao defender que sua escolha será por um “ministro terrivelmente evangélico”.
DESTAQUES DA SEMANA
1- Presidente da República Jair Bolsonaro nutre simpatia pela indicação de André Mendonça ao STF.
2- Rev. Dr. Oton Alencar, Vice-Presidente Nacional da CADB apoia André Mendonça para o STF.
3- Rev. Dr. Besaliel Rodrigues, em recente evento em Brasília, ao lado do Ministro André Mendonça.
LIDERANÇAS
Sugestão de leitura: ROCCELLA, Eugenia e SCARAFFIA, Lucetta. Trad.: Rudy Albino de Assunção. Contra o Cristianismo: A ONU e a União Europeia como nova ideologia, Campinas-SP: Ecclesiae – CEDET, 2014, 252p. As autoras são ligadas à Universidade de Roma, Itália. A Obra contém “Um olhar, ainda que seja parcial, sobre tudo o que está acontecendo, faz descobrir um mundo que, inclusive por medo do fundamentalismo islâmico, parece querer substituir toda tradição religiosa por uma ética laica fundada nos direitos humanos, concebidos como negociáveis ou modificáveis. É uma ética que tende a se configurar como religião, que compreende e supera todas as demais, e que deveria garantir o progresso universal e a convivência pacífica de qualquer forma de diversidade. No entanto, a própria recusa em mencionar as raízes cristãs do Velho Continente na Constituição Europeia é um sintoma inquietante de uma situação muito generalizada sobre a condição dos direitos humanos…”. Desta forma, o conteúdo deste livro torna-se de conhecimento obrigatório de todas as lideranças eclesiásticas.
ESPECIAL
NEWS: 1. Moção de Apoio: A Associação Nacional de Advogados Evangélicos – OAEB apresentou ao Palácio do Planalto Moção de Apoio ao nome do Ministro-Chefe da AGU Dr. André Mendonça para vaga no Supremo Tribunal Federal; 2. Argumentos indicativos: Trecho da Moção diz o seguinte: “Como membros da sociedade civil organizada, nossa Agremiação Jurídica assim se manifesta por entender que atualmente o Doutor André Mendonça é o candidato evangélico mais bem preparado e o mais adequado à indicação, não somente por ser pastor, mas pelo brilhante currículo que possui, por ter exercido, com proficuidade, o cargo de Ministro da Justiça e Segurança Pública de nossa Pátria e, atualmente, ser o titular da pasta de Ministro-Chefe da AGU – Advogado Geral da União, sendo ambos os cargos estratégicos dentro da estrutura constitucional de nossa República, o que o habilita sobremaneira ao cargo de Ministro da Suprema Corte do país.”; 3. Assinatura: A citada Moção de Apoio foi assinada pelo Rev. Dr. Besaliel Rodrigues, presidente “pro tempore” da referida Entidade.
ESTUDOS BIBLICOS
Tema: Crise no Oriente Médio. Israel X Palestinos – Ezequiel 39.1: “Tu, pois, ó filho do homem, profetiza contra Gogue, e dize: Assim diz o Altíssimo: Eis que Eu Sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e Tubal;”. A poucos dias de Israel completar 73 anos em 14 de maio, um grande conflito vai se transformando em uma batalha gigantesca de proporções bíblicas, e o cumprimento da profética guerra que está no livro de Ezequiel, “Gogue e Magogue”. Guerra essa que, no final, será ‘solucionada’ pelo antimessias (anticristo), através do acordo de paz, profetizado por Daniel. E como já falamos, os judeus ensinam que o ‘messias’ se revelará junto com essa guerra, e sabemos que é após o arrebatamento que o antimessias se revelará (2 Tessalonicenses 2.7,8) e se passará como messias, o cavaleiro branco de Apocalipse 6.2. Olhai para a figueira. A Figueira, Israel, brotou em 14 de maio de 1948, e o Messias nos disse, “olhai para a Figueira”, e que a geração que visse ela brotar e visse todos os sinais por ele citados não passaria. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer. Lucas 21.36.
FIQUE LIGADO
Mês de Maio: 1- Igreja celebra os 27 Anos na Presidência: A Igreja AD – A Pioneira está celebrando este mês os 27 (vinte e sete) Anos do Pastor Oton Alencar na presidência da referida denominação; 2- Mais 17 Anos: Antes de se tornar o presidente em 1994, o Pastor Oton exerceu a vice-presidência da mesma igreja por 17 (dezessete) anos; 3- A profecia de 1994: O Pastor Besaliel Rodrigues, hoje presidente da Convenção de Pastores UFIADAP, na época, em 1994, no início do atual mandato presidencial, escreveu artigo publicado no Jornal do Dia, dizendo que o Pastor Oton faria um mandato profícuo e muito abençoado etc. Quem leu o artigo sabe que todas aquelas palavras se cumpriram; 4- Congratulações de outras Unidades da Federação: Por meio de vídeos postados em redes sociais, os pastores Samuel Câmara (Pará), Geovani Neres (Distrito Federal), Jonatas Câmara (Amazonas), dentre outros, enviaram suas congratulações ao Pastor Oton Alencar pela data festiva; 5- Junho, mês das Assembleias de Deus no Brasil: Junho verdadeiramente é o mês das Assembleias de Deus no Brasil. Neste ano a denominação estará comemorando 110 anos de fundação. Amém.