Vejamos hoje o excelente texto do Pastor Daladier Lima: “Torna-se cada vez mais comum o seguinte fenômeno. Uma pessoa quer ouvir uma boa pregação. Que faz? Acessa o Youtube e procura por um nome conhecido, que não é seu pastor e, muitas vezes, um completo desconhecido. Foi repassado por amigos ou apareceu na relevância da linha do tempo (As redes sociais disponibilizam conteúdos cujos termos chave estejam alinhados com nossas buscas) de sua rede social.
Escolhe seu tema predileto e consome aquele conteúdo (Chama-se consumir conteúdo a audiência em qualquer formato nas mídias eletrônicas). Se tiver tempo e achar interessante escuta a próxima, e a próxima, e a próxima. Até que se torna fã ou não. Não há relacionamento direto, nem contato. Pouquíssimas vezes se deixa um comentário elogiando ou reprovando determinado ponto e partiu.
Esse comportamento está se repetindo cada vez mais para conselhos matrimoniais, orientações para decisões práticas do dia a dia, esclarecimentos sobre interpretações bíblicas e um sem número de situações. Multiplicam-se os teólogos de internet, os professores sem vínculos eclesiásticos e os especialistas conforme suas próprias convicções. Muitas vezes um diploma fajuto de teologia alcançado em seis meses. Um currículo que omite a vida pregressa e os deslizes morais e espirituais.
Pululam as lives, algumas sofríveis, outras de excelente qualidade e conteúdo. Multiplicam-se os grupos em redes sociais para compartilhamento de conteúdos bíblicos fora da supervisão pastoral. Muitos até tentam estar incluídos em ou outro grupo de WhatsApp, por exemplo, mas a maioria fica fora do radar.
Novos costumes se impuseram. Muitos de nós estamos nos aplicativos de namoro eletrônico. Irmãos procuram sua cara metade no Tinder. Jovens enviam DM no Instagram e Twitter. Revelamos gostos e preferências, criticamos posturas, pregações, hinos, movimentos. Tudo isso online e em tempo real.
Como fica o pastor dessas ovelhas, desafiado pela irrelevância? Há muitas teorias a respeito, mas nenhuma conclusão segura. São, de fato, tempos líquidos, como diria Zygmunt Bauman, em que as pessoas e as coisas mudam de humor rapidamente. A única certeza é que precisamos nos adaptar, ainda não sabemos muito bem a que! O que dizer, por exemplo, da ovelha que reclama da mensagem enviada à 23h50 no WhatsApp do grupo da Igreja e que o pastor não visualizou ainda?
Se já era complicado, a pandemia adensou a tendência e trouxe outros complicadores. Os confinamentos deixaram os fiéis em casa, à mercê da qualidade dos programas das igrejas, a maioria de boa vontade e fraco conteúdo. Já falamos disso aqui (www.daladierlima.com). E ainda nem falamos da NÃO inclusão digital de muitos irmãos, especialmente os mais idosos e sem condições de contratar uma internet de boa qualidade. Ora se há muitas congregações sem uma boa internet, quanto mais irmãos!? A anemia bíblica que virá daí é incalculável!
Pra piorar tudo pensávamos que esse conjunto de coisas duraria 1 ou 2 meses, mas o problema já se arrasta há mais de dois anos, sem previsão para seu fim. A cada dia os especialistas e os Governos, nos seus mais variados níveis, nos ameaçam com uma nova imposição.
Igrejas viram seu caixa minguar. Muitos pastores morreram deixando lacunas terríveis. Como as igrejas não tinham registros de boa qualidade de seus dados, membros sumiram e os pastores não se deram conta de onde estão. Conheço pessoas que não vão à uma Ceia desde março de 2020 e jamais foram procuradas!
Até a disciplina anda sendo exercida pelos próprios membros. Eles adulteram online, enviando um nude para uma irmã casada, por exemplo, e pedem perdão por si sós. Dizem que é entre eles e Deus, porque aquele pastor XYZ, do canal ABC, disse que as coisas são assim. É o “self service” da fé. Cada um se serve da parte que mais lhe interessa!
Não cremos que o pastor seja descartável, muito menos que tenha perdido importância porque a realidade mudou. Esse post não é um vaticínio, mas uma constatação. Que possa surgir uma boa reflexão a partir dele. Rogamos a Deus que tenha misericórdia de sua Igreja e de sua liderança!
Tempos de muita complexidade!” Fonte: http://www.daladierlima.com/estamos-caminhando-para-a-irrelevancia-pastoral/
DESTAQUES DA SEMANA
1- Tudo está se virtualizando. Todos os papéis, inclusive o do pastor, precisam se reinventar.
2- Os tempos atuais prendem e libertam as pessoas concomitantemente.
3- As redes sociais oferecem as opções mais variadas, inclusive no âmbito da religião.
LIDERANÇAS
Quem é quem: Ester Farias da Silva. É bacharela em Direito, pós-graduada em Gestão e Docência do Ensino Superior. É articulista, escritora, pastora, professora e advogada, com atuação preponderante na área do Direito Eclesiástico. É casada com o Rev. Dr. Besaliel Rodrigues, com quem tem uma filha Ana Raquel. Estreou recentemente como biógrafa. Antes, foi revisora geral da Obra “Constituição Federal brasileira comentada à luz da Bíblia”. Publicou o livro “Vencendo desertos (Série biobibliografia)”. Brasília/DF: Editora Os Semeadores, 2021, 200p. Obra comemorativa alusiva ao “Jubileu dos Dez Anos” da ALEA – Academia de Letras Evangélica Amapaense. Tal “Série Biobibliografia” irá publicar a história de vida e a produção bibliográfica de cada membro integrante da citada Academia. Neste primeiro fascículo, a Acadêmica Ester Farias da Silva foi incumbida de produzir um ensaio literário a respeito da vida e obra do Acadêmico Besaliel Rodrigues. No próximo livro será a vez de Besaliel Rodrigues contar a vida e obra do fundador da referida Academia de Letras, o Reverendo Doutor Oton Miranda de Alencar, e assim por diante.
ESPECIAL
NEWS: 1. Assista e compartilhe o “Açaí com Notícias” no YouTube: Trata-se de vídeos semanais postados no YouTube e outras redes sociais, apresentados pelo Dr. Besaliel Rodrigues, por meios dos quais comentará as principais notícias publicadas nos jornais, revistas e redes sociais do Amapá e do Brasil sobre política, religião, economia, cultura etc. Contatos pelo Zap (96) 9110-5167; 2. Marketplace: A Editora Os Semeadores disponibiliza em suas plataformas digitais, a Obra literária do Dr. Besaliel, a “Constituição Federal comentada à luz da Bíblia”. Agora é só clicar https://www.ossemeadores.com.br/constituicao-federal-comentada-a-luz-da-biblia e adquirir o seu exemplar; 3. E-book na Hotmart: A obra virtual em pdf “Revista do Centenário” está disponível na plataforma https://go.hotmart.com/J60306604I?dp=1. Confira! 4. Blog: Leia e compartilhe com todos o https://besalielrodrigues.blogspot.com/. Agora, tudo desta coluna estará lá também. Acesse e compartilhe; 5. Email: Poderá ser utilizado o [email protected]. Em breve outras ferramentas digitais serão disponibilizadas ao público eclesiástico, acadêmico e em geral, contendo a bibliografia do Dr. Besaliel.
REFLEXÃO
Tema: As causas da injustiça.
Vivemos tempos de predominância da injustiça. A sensação diária é a de que quem só se dá bem são somente os políticos, corruptos, lobistas, influentes, os que atuam por “atalhos” etc.
Se você já foi injustiçado, talvez se sinta como Jó, mencionado na Bíblia, que disse: “Estou clamando por ajuda, mas não há justiça.” (Jó 19.7) Embora pareça apenas um sonho vivermos em um mundo justo, a Bíblia promete que vai chegar o dia em que todos teremos verdadeira justiça. Além disso, o que ela diz pode ajudar você a lidar com a injustiça agora.
Quais são as causas da injustiça? A injustiça é causada por aqueles que rejeitam as orientações de Deus. A Bíblia mostra que a verdadeira justiça vem de Deus. (Isaías 51.4) Na Bíblia, a palavra “justiça” está bem relacionada com a palavra “retidão”, ou seja, com fazer o que é certo. (Salmo 33.5) Quando as pessoas fazem o que é certo do ponto de vista de Deus, elas tratam os outros com justiça. Por outro lado, a injustiça é resultado do pecado, ou seja, da desobediência aos justos padrões de Deus.
FICA A DICA
Legislação para pastores:
Dica 015. A Lei nº 6.923, de 29.06.1981, Dispõe sobre o Serviço de Assistência Religiosa nas Forças Armadas. Diz o art. 2º desta lei: “O Serviço de Assistência Religiosa tem por finalidade prestar assistência Religiosa e espiritual aos militares, aos civis das organizações militares e às suas famílias, bem como atender a encargos relacionados com as atividades de educação moral realizadas nas Forças Armadas.”.
No dia 13 de fevereiro de cada ano, o Exército brasileiro comemora o Dia do Serviço de Assistência Religiosa – SAREX e presta homenagem ao seu patrono, Frei Orlando. Os capelães militares representam a fé em Deus e o amor à Pátria. Ao reverenciar a figura de um líder sacerdote, o Exército brasileiro homenageia todos os capelães militares. Embora envergando o mesmo uniforme e convivendo com seus companheiros, o capelão é alheio ao manejo das armas e às táticas de combate. A sua missão, nobre e humanitária, consiste em promover a fé, curas as almas, elevar a moral e reacender a chama da esperança nos corações dos combatentes do Exército brasileiro. Fonte: Internet.