Frequentou escola primária, pública e particular, na sua terra natal. Iniciou curso no Ginásio São José, instalado na Fazenda da Boa Esperança, situada nas proximidades da cidade de Ubá-MG.
Completou preparatórios em Belo Horizonte, matriculando-se na Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais, fundada pelo grande Presidente Afonso Pena. Recebeu diploma de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1923, sendo paraninfo da Turma o notável jurisconsulto Francisco Mendes Pimentel, que, como Diretor, lhe outorgou o prêmio medalha de ouro Barão do Rio Branco, sempre conferido ao melhor aluno do curso.
Iniciou sua vida profissional na cidade de Visconde do Rio Branco, onde se casou com D. Alda Fonseca Vilas Boas, em 8 de outubro de 1924.
Em fins de 1924, transferiu-se para Patos de Minas, onde exerceu os cargos de Delegado de Polícia e Promotor de Justiça, nomeado pelo Presidente Olegário Maciel.
Em 1927, desempenhou as funções de Juiz Municipal de Miraí-MG, termo Judiciário que inaugurou.
De Miraí, retornou a Visconde do Rio Branco, exercendo novamente a advocacia, quando foi convocado pelo Presidente Olegário Maciel para exercer o cargo de Prefeito Municipal de Araxá-MG.
De 1930 a 1957, foi, sucessivamente, Prefeito Municipal de Araxá, Procurador da República de Minas Gerais, Procurador-Geral do Estado, Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, e Ministro do Supremo Tribunal Federal, nomeado pelo Presidente Juscelino Kubitschek, em decreto de 13 de fevereiro de 1957, para a vaga decorrente da aposentadoria do Ministro Edgard Costa, após aprovação unânime do Senado Federal, tendo tomado posse em 20 do mesmo mês. Participou do Tribunal Superior Eleitoral, como Juiz Substituto (1960) e Efetivo (1963), exercendo a Presidência daquela Corte a partir de 9 de março de 1965 até 15 de novembro de 1966.
Aposentado em 15 de novembro de 1966, recebeu homenagem da Corte, na sessão de 23 do mesmo mês, quando falou pelos seus pares o Ministro Gonçalves de Oliveira, pelo Ministério Público Federal o Dr. Alcino de Paula Salazar, pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Distrito Federal, o Dr. José Guilherme Villela, pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo, o Dr. Luís Rondon Magalhães, e pelos Procuradores do Estado da Guanabara, o Dr. Celso Soares Carneiro. Despedindo-se, o Ministro Vilas Boas agradeceu as manifestações.
Durante o seu curso universitário, serviu à Repartição Geral dos Telégrafos, tendo como companheiros de trabalho o ex-Presidente da República, Doutor Juscelino Kubitschek de Oliveira, que assinou o decreto de sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal, e o ex-Vice-Presidente da República, Dr. José Maria de Alckmin.
Era diácono da Igreja Batista, fazendo cabedal do testemunho de sua fé em Jesus Cristo, o Salvador dos Homens.
Possuía as seguintes condecorações: Grande Oficial da Ordem do Mérito Militar; Grande Oficial da Ordem do Mérito Aeronáutico; Medalha de Honra da Inconfidência; Grand’ Ufficiale da Ordem Al Mérito della Republica Italiana; Alta Distinção da Ordem do Mérito Jurídico Militar.
Seis filhos nasceram de sua união com D. Alda Fonseca Vilas Boas: Elsie, Elza, Milton, Mário, Alda e Olegário, os quatro primeiros nascidos em Visconde do Rio Branco-MG, e os dois últimos, em Belo Horizonte.
Faleceu, no dia 10 de novembro de 1987, em Brasília, sendo sepultado no Cemitério Campo da Esperança. Recebeu homenagem póstuma do Supremo Tribunal Federal em sessão de 6 de abril de 1988, quando expressou o sentimento da Corte o Ministro Moreira Alves, manifestando-se pela Procuradoria-Geral da República o Dr. José Paulo Sepúlveda Pertence e pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Distrito Federal, o Dr. José Guilherme Villela.
Preservando sua memória, foi atribuído ao distrito em que nasceu, Córrego Preto, o nome de Vilas Boas. Em Belo Horizonte, recebeu a denominação de Ministro Vilas Boas uma rua, situada no bairro Mangabeiras.
O centenário de seu nascimento foi recordado, em sessão de 21 de maio de 1997, falando pelo Tribunal o Ministro Carlos Velloso, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Geraldo Brindeiro, e pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, o Dr. José Bonifácio Diniz de Andrada. Fonte: LAGO, Laurenio. Supremo Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal: dados biográficos 1828-2001. 3. ed. Brasília: Supremo Tribunal Federal, 2001. p. 362-364.
DESTAQUES DA SEMANA
1- Ministro Antonio Martins Vilas Boas, O 1º evangélico a compor o STF, no período de 1957-1966.
2- Pastor Jonatas Câmara e Pastor Besaliel Rodrigues, presidentes das Convenções no AM e no AP.
3- Pastor Ezer Belo das Chagas completa 41 Anos na presidência da AD do Avivamento no Amapá.
LIDERANÇAS
Sugestão de leitura: KELLER, Werner. Trad.: João Távora. E a Bíblia tinha razão…: Como a ciência comprova os acontecimentos descritos na Bíblia, São Paulo: Melhoramentos, 2012, 416p. O Autor é alemão, formado em Direito e dedicou-se à pintura e à música. Mas, sua atuação voltou-se principalmente para a pesquisa histórico-científica. Tomou parte em várias expedições arqueológicas ao Oriente Médio, visitando a região de Ácaba, o rio Halis, a Mesopotâmia e Israel. Na Obra “E a Bíblia tinha razão…”, o autor coloca ao alcance de todos a imensa quantidade de material encontrado e examinado pela pesquisa científica em décadas de escavações, mostrando que os fatos narrados na Bíblia podem ser historicamente documentados. Trata-se de um “best-seller” que permanece até hoje, com mais de 10 (dez) milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, consolidando cada vez mais a credibilidade da Bíblia, traduzida em mais de duas mil línguas e dialetos. A Bíblia é, sem sombra de dúvida, o livro que mais influenciou a cultura mundial. Trata-se de uma leitura obrigatória para todo líder eclesiástico.
ESPECIAL
NEWS: 1- Convenção UFIADAP – Próximos eventos: A Convenção Estadual de Pastores UFIADAOP já está concluindo o planejamento final de seus dois grandes eventos deste ano de 2021: EBO – Escola Bíblica de Obreiros e AGO – Assembleia Geral Ordinária Anual. A previsão para realização sãos os meses de setembro e novembro. As equipes organizadoras já estão se mobilizando para divulgar os detalhes dos referidos conclaves; 2- Live da Convenção: Também lives serão realizadas pelas plataformas sociais e virtuais com programações especiais voltadas para as lideranças eclesiásticas convencionais; 3- E mais…: Na última 4ª feira, 30.06.2021, o Conselho Nacional da Convenção CADB se reuniu e deliberou sobre a 4ª AGC – Assembleia Geral Convencional Anual da CADB – A Convenção da Assembleia de Deus no Brasil acontecerá, neste ano de 2021, em Manaus – Amazonas, junto com a AGO – Assembleia Geral Ordinária Anual da CEADAM – Convenção Estadual da Assembleia de Deus Amazonense, no período de 27 a 30.10.2021. Será um dos maiores eventos eclesiásticos do país. Aguardem!
ESTUDOS BIBLICOS
Tema: As selfies da caridade e da hipocrisia.
Diz o Evangelho de Mateus 6.1-4: 1. Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. 2. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 3. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; 4. Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.
Mas parece que, mesmo com este texto enorme na Bíblia, os cristãos, em plena pandemia, vivem postando suas ações de caridade nas redes sociais, como que “implorando” por elogios e reconhecimentos, tudo em contradição com o que diz a Bíblia e com a essência do Cristianismo. Por óbvio que se deve ter cuidado com o controle e a transparência das ações sociais, mas, sem “espetaculizar” a miséria alheia, que pode até causar danos morais.
FIQUE LIGADO
Onde surgiu o traje Clérgima Colarinho Clerical.
O clérgima, ou colarinho clerical, é uma gola branca que envolve o pescoço e geralmente é fechada na parte de trás, formando um quadrado na frente. É uma invenção moderna criada em 1827 na Escócia (século XIX). O responsável por essa invenção foi Donald McLeod, um reverendo presbiteriano. Desenvolvido para o cotidiano do ministro (para substituir a batina). Utilizado por ministros católicos e protestantes, especialmente: “anglicanos, luteranos, metodistas, presbiterianos e batistas”. Alguns sacerdotes das igrejas ortodoxas também fazem uso do clérgima. A gola clerical é quase sempre branco e foi originalmente feito de algodão ou linho, mas agora é frequentemente feito de plástico. Ela leva o seu nome em Inglês do seu original presbiteriano. De acordo com o Centro de Inquérito da Igreja da Inglaterra (citando o Glasgow Herald de 6 de dezembro de 1894), o colarinho clerical foi inventado em 1865 pelo Rev. Donald Mcleod, ministro da Igreja da Escócia (presbiteriano) em Glasgow.