Desde 2013, com a culminância no impeachment da presidente Dilma, que o Brasil teve a experiência desse tipo esquisito de político no debate nacional. Daí, foi um passo para amassar os políticos tradicionais e, como consequência, as câmaras municipais e federais, assembleias e senado ficarem abarrotadas do perfil do novo político que se caracteriza pela valentia improdutiva e pela linguagem própria de onde não há domínio da lei. O Pior é que esse comportamento prolifera como uma doença contagiosa que não encontrou seu remédio. Há de tudo nesse perfil: civis, policiais civis e militares, militares, ex-promotores, ex-juízes, mulheres, semianalfabetos, doutores, católicos, evangélicos, sacerdotes de todas as religiões, brancos negros e pardos, enfim, toda diversidade, como um reflexo fétido do que produz a escória da democracia.
O debate nacional com esses protagonistas se circunscreve às pautas mais absurdas que se pode imaginar: fechamento do Supremo Tribunal Federal, do Congresso (pasmem!), intervenção militar, prisão em segunda instância, liberação das armas e outras, cujas menção envergonha o mais despudorado dos cidadãos. Émile Durkheim, sociólogo e filósofo, conhecido como arquiteto da ciência social, já dizia que a “democracia entedia”. Referia-se, claro, às características do regime democrático pelos longos debates em torno das agendas dos governos que quase sempre flertavam com a demora nas decisões. Todavia, no caso brasileiro, o que entendia é qualidade dos debatedores.
O brasileiro, pelo seu humor natural, transforma tudo em meme e pilhéria, mesmo que isso represente um prejuízo coletivo. Assim, os políticos bufões, sem filtro e ideias, saem falando o que a grande massa ouve no seu dia a dia. Isso representa voto e aceitação e desse modo a mudança na representação política acontece. Saem de cena os políticos minimamente preparados para dar lugar aos trombones da estupidez numa clara mudança, para pior, dos quadros políticos. O trogloditismo político é um mal que precisa se extirpado. A safra de políticos de 2018 que se deleita na vadiação parlamentar e executiva e que se contenta em produzir pautas para a plateia deve ser o alvo de cancelamento dos eleitores que se alinham com a moralidade, decência e sonham com um país diferente.