Era de se esperar mais ativismo no atual embate político, afinal, será um pleito sem os famosos amarelos e azuis, liderados, respectivamente, pelos caudilhos João Alberto Capiberibe e Waldez Góes, como protagonistas. Os amarelos garimpam alguém para salvar suas lideranças do tronco familiar, enquanto Waldez Góes deixa um espólio sem herdeiros, sempre na esperança de voltar ao cenário político. Davi Alcolumbre, que adquiriu musculatura de grande líder, do mesmo status de Capi e Waldez, se definiu muito cedo no cenário político. Com o protagonismo nacional e cacique de todos no Amapá, optou pela reeleição ao senado. Randolfe Rodrigues, sem surpreender, saiu da especulação e assumiu que a sua praia são as pautas nacionais e está fora do duelo estadual.
O Amapá precisa de norte para o seu desenvolvimento, não como mote político de campanha, mas como programa real de aplicação concreta. O volume de recursos de aportou por aqui nos últimos tempos, trazidos pela pujança política do Senador Davi Alcolumbre, deixou claro que o problema real do Estado não é só dinheiro, mas um rumo para o desenvolvimento. Com dinheiro no tesouro, os governos estadual e municipais, ficam enxugando gelo com reformas e obras sem expressão nas diversas áreas. O jeito foi tirar asfalto velho e colocar precário asfalto novo e fazer UBS e CRAS numa repugnante evidência de falta de rumo.
O ex-prefeito Clécio Luiz e o atual vice-governador Jaime Nunes precisam polarizar nas propostas para que o eleitor amapaense possa sonhar com aplicação mais eficiente dos recursos públicos que estão aportando em volumes que exigem gestões com planos de governo que efetivamente atendam às necessidades da população. Os números da economia são desanimadores. Dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostras de domicilio nos coloca como um dos Estado com mais desempregados do Brasil. Temos uma massa de desempregados que precisa ter pelo menos esperança de que tudo pode mudar com o novo governo. Por enquanto, há apenas uma digladiação cabocla que ainda não entusiasma os expectadores do xadrez político.