Estávamos em Macapá, capital do Amapá. Sempre tenho ido lá. A senhora sabe que além dos interesses que ainda mantenho na Amazônia, volta e meia meu lado despreocupado e desocupado me carregam até lá. E como gosto disso!!!
O pessoal do Norte, não diria ser melhor, mas talvez pouco mais sério que o sulista. A senhora acredita que fui ao um posto abastecer o carro, e que no longínquo Macapá a gasolina é 0,32 centavos por litro mais barata que em nossa “encantadora” cidade. E olha que para lá o produto viaja em tubo, depois de trem, depois de caminhão, depois de barco e depois outra vez de caminhão até o posto e ainda sim é mais em conta que nossa Princesa do Vale cá nas Minas Gerais. Agora tenho certeza absoluta, que com o silêncio do fiscal da lei (promotor), esse povo está garfando a gente. Ainda mais, que nesta questão de combustíveis em que tudo sempre acaba se agravando. Esta uma senhora bagunça para o lado deles. Cada estado por si, manda ver impostos sobre eles.
Tais coisas são de entristecer e mal maior mãe, é que a gente vai acostumando com tais comportamentos e nem mais percebemos a ruindade com que eles fazem festa em nossos bolsos.
Em busca de controles acredito que a senhora não teve oportunidade na vida que viveu, em conhecer nosso prefeito, nem governador com seus desempenhos políticos como chefes de executivo que deixam muito a desejar, mas não seja por isso, numa hora aí em que eles estiverem dormindo, vai até lá nos sonhos deles e carinhosamente recomende mais amor, carinho, cuidado com nossa gente e atenção à nossa economia. São coisas como que acontecem e escapam da atenção de suas lideranças e intervenções, fazendo de nossa comunidade uma gente estressada. Com tudo isso e mais outras, vai se passando por dissabores e se ficando o dia inteiro mais revoltado.
Olha só mãe, nossa cidade agora tem câmeras vigiando e filmando a gente, calçadas esburacadas derrubando idosos (que nem Macapá), paradas proibidas as pencas, estacionamentos privados para farmácias, então é um abuso. Eu nem sabia que nossa cidade tinha tanta farmácia e se agora o sei é pelos proibidos parar, cinco minutos, alarme e reboque. A pé, o sol é de rachar, e as arvores estão mal podadas.
E as guardinhas verdes, mãe? Estão metendo o cacete, quer dizer, a caneta. Acho que procuram ganhos por produção em multas ou então querem garantir o inseguro 13º. Eu acho, sei não…. Alguns são gentis e educados, mas uma boa parte deles acredita que a fardinha confere superpoderes e dão cada espôrro no usuário que nem mãe em filho dá. E o homem que chefia a eles e ao trânsito, ficou mal-educado, escafedeu se e dando mau exemplo nem mais atende ao telefone. Vou brigar com ele… E o prefeito, mãe, não fala nada… Mas, eu não gosto muito dele, assim, excepcionalmente cuide dele de pertinho naquele sono para eu não tomar raiva do dito. É melhor querer assim.
Ia esquecendo, ainda quero te contar que naquele domingo lá atrás, em que publiquei crônica sua, foi um baita sucesso. Minha caixa de e-mail detonou com elogios à senhora e ainda disseram que apenas lhe puxei, pode? Foi bom, e lavei a alma, entretanto, aqueles que não devotam amor às famílias que formam a cidade não entenderam nada, continuam a agir como se tudo fora e continuasse a ser deles. É lamentável mãe. Está aí uma questão que nossa cidade tem que pegar para valer: uma severa e responsável remodelação política na condução de nossas paragens. E urgente. Pelo Norte e também no Amapá muito se erra, mas a busca pelo acerto é reconhecida e incessante ou pelo menos fazem muita questão que isso aconteça enquanto aqui sempre na mesma…
Um teatro com câmaras e de 21 a 40 postos de gasolina, mas mãe, eu prefiro a história árabe do Abre-te Sésamo, pois é uma lenda e a coisa aqui tem sobra de realidade.
O avião lotado está pousando em Brasília, onde podemos sem percebermos continuarmos a ser assaltados, beijos e saudades do filhão apaixonado