O Exército Brasileiro participou de uma série de exercícios militares de forma conjunta com o Exército Francês. A operação Fer de Lance começou no dia 7 deste mês e segue até a próxima segunda-feira (20) na Guiana Francesa, fronteira com o Amapá.
Considerado o exercício de maior envergadura da Força Armada Francesa realizado na América do Sul neste ano, a Fer de Lance conta com a participação de militares do Brasil, Suriname e Guiana, além de integrantes do Exército, Marinha e Força Aérea da França. A proposta é permitir um intercâmbio de conhecimento profissional e desenvolver a cooperação regional.
O exercício conjunto, combinado e interagências envolve trabalho de Estado-Maior e emprego de tropas no terreno. O quadro tático envolve Operações Ofensivas terrestres, fluviais e em ambiente de selva, contra forças regulares e irregulares. Além disso, os militares realizam operações na faixa de fronteira e defesa de litoral, inclusive com evacuação de não combatentes.
A histórica integração entre os exércitos do Brasil e da França fortalece a diplomacia militar brasileira, além de estimular as relações bilaterais com nações amigas. A inserção de um pelotão brasileiro junto ao 3º REI, por exemplo, é fruto de um acordo firmado em Reunião de Intercâmbio Militar entre o Brasil e a França. Na prática, os dois exércitos atuam juntos nas mais diversas operações durante o ano, com o objetivo de combater ilícitos transfronteiriços e ambientais na faixa de fronteira.
“Essa interação com as tropas francesas, e em especial com as tropas do 3º REI, é uma ação constante, seja patrulhando os rios do Oiapoque, seja por ocasião das visitas operacionais e competições esportivas. Essa convivência tem sido muito benéfica para ambos os exércitos”, como explica o Comandante do CFAP/34º BIS, sediado em Macapá, Tenente-Coronel George Alberto.
Preparação de militares envolve treinamento físico
Para participar da Operação, os militares do CFAP/34º BIS passaram por uma metódica preparação, incluindo instruções militares e até aulas de Francês, com o objetivo de aumentar a eficiência profissional da tropa. “Para que o pelotão estivesse realmente preparado e adestrado, nós realizamos módulos de instrução e de exercício nos terrenos. A fase preparatória do exercício contou com instruções de nivelamento, tanto de tiro quanto de patrulha”, detalhou o Chefe de Operações do 34º BIS, Capitão Silva Pinto.
Além desses critérios, o treinamento físico, o espírito de corpo e a operacionalidade também foram fatores decisórios para selecionar e preparar os militares, segundo o Capitão Leão, Comandante da 2ª Companhia de Fuzileiros de Selva, a companhia operacional do Batalhão. “No processo de seleção do pelotão, fomos bastante criteriosos, partindo do princípio de que teria que ser um pelotão já existente, constituído, e não apenas montado para a missão. Selecionamos um pelotão com melhor aspecto operacional e preparo físico”, destacou.
O permanente estado de prontidão capacita a tropa para atuar em ações militares diversas, tais como ataque e controle de área urbana, ações fluviais contra pirataria e evacuação de não-combatentes, tem o objetivo de elevar o nível de operacionalidade dos militares brasileiros envolvidos no exercício militar combinado com o Exército da França.
Com informações do Comando Militar do Norte

