Juntos, seus braços, pernas e suas mentes!
Jesus do alto e não indiferente,
decidiria a sina desses tais…
E nos seus modos cerimoniais,
Os olhos seus, olhos onipresentes,
ora pairavam sobre os insolentes,
ora brilhavam como dois cristais!
– Até parecem eles animais
em seus próprios pecados repelentes!
Agora eu sinto pai, o que tu sentes
Por tê-los feito tanto racionais!
– De que valeu eu ter dado meus ais,
morrer na cruz cruzado em seus dormentes,
servir de foco para essa gente
e base em suas ações fundamentais?
– Eu que lhes dei razões celestiais
devia tê-los feito diferentes?
Mas, se os fizesse, esses mesmos dementes,
se matariam lá um pouco mais…
– De serviu lutar com satanás,
gorar todos seus planos indecentes,
se os homens lá na terra descontentes
se enchem de motivos cruciais?
– Eu que nasci de onipotentes pais
tomei-os com fervor nessas mãos quentes,
fiz ver a todos as razões presentes,
constantes em seus dias atuais:
– Mostrei-lhes mil figuras sepulcrais
a humanidade em seus primeiros dentes,
a mão da morte, gritos estridentes,
o inferno e seus domínios infernais!
– Mostrei-lhes que seus medos naturais
são instintivos como aos seus repentes,
indesejáveis sobre si, latentes
constantes, insistentes, semanais…
– Usei poderes sobrenaturais
e fiz castelos de ilusões decentes.
e todos eu cedi aos indigentes
prevendo-lhes futuras matinais…
-De que valeu de ter anos atrás
nascido eu lá em meios tão carentes,
sarado mágoas, multidões doentes
e para os penitentes dado a paz?
– Jamais pensei que fosse assim, jamais
homens errados, desobedientes
erraram tanto e nos erros, contentes
constantes, persistentes, marginais…
– Até parecem ser irracionais
nas suas próprias maneiras de viventes!
Cansei, meu pai! Vos peço me apascentes
A direita de ti e nada mais…
…e nos seus modos cerimoniais
chorou Jesus seus ideais frementes…
Daí, quarenta dias consequentes
Aconteceu chuvas torrenciais…