Foi contabilizada também a apreensão de 5 armas de fogo.
Segundo a direção do instituto, 90% das fugas foram de presos do regime semiaberto, que deixaram a cadeia e não retornaram.
Lucivaldo Costa, diretor do Iapen, afirmou que a estrutura física da penitenciária precisa ser melhorada, pois o espaço foi planejado para ser uma colônia agrícola.
Ainda segundo Costa, a nova forma que os detentos encontraram para colocar drogas na parte interna da penitenciária é arremessando o material por cima da muralha. O que poderia ser resolvido se os arredores do presídio fosse pavimentado com a construção de um alambrado de contenção com cerca de 50 metros distante da muralha.
“A penitenciária aqui foi pensada para uma colônia agrícola, onde o preso sai de dentro do pavilhão e tem acesso à muralha. Nas penitenciárias mais modernas, o preso sai de dentro da cela para o centro do presídio, ele não tem condições de pegar material jogado por cima da muralha”, afirmou o diretor.
O diretor afirmou ainda que a situação deve melhorar com a inauguração das penitenciárias de segurança máxima e média do Estado. Ele prevê abertura de 700 vagas a detentos em 2021 com os novos presídios na capital.
“500 vagas na penitenciária de segurança média e cerca de 200 no presídio de segurança máxima. Há possibilidade disso acontecer em 2021. As 200 da segurança máxima, com certeza, até o meio do ano devem estar liberadas, onde iremos segregar lideranças do crime organizado”, finalizou.

