Onde andará a minha inspiração,
donzela imensa que eu julgava infinda,
mas, que se foi quando eu nem tinha ainda
ela infinita no meu coração?
donzela imensa que eu julgava infinda,
mas, que se foi quando eu nem tinha ainda
ela infinita no meu coração?
Por onda andava a minha ilusão
quando por fim eu conclui ser linda!
Mas, que não mais que de repente finda
como se fosse a mais senil paixão?
E a ilusão que eu tinha pela vida
Que eu já nem sinto de tão distraída
e fatigada por sentir-se minha?
Tal sentimento, por onde caminha?
Me procurando – creio eu – nas ruas,
desencontrada como as outras duas!
Itaguaraci Macedo
Químico e poeta