Ao pedir à PF que abra um inquérito para investigar o casal, o MPE-SP levou em conta notícia-crime encaminhada pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) no início de abril. A PRE foi provocada por uma eleitora paulista, que acusou o casal Moro de ter transferido o domicílio “mediante possível fraude e inserção de informação falsa no cadastro eleitoral”.
Pela lei, para mudar de domicílio eleitoral, o cidadão precisa residir no novo estado há pelo menos três meses e provar isso com documentos.
Em nota, a defesa do casal alegou que “Sergio e Rosangela Moro cumpriram rigorosamente todas exigências da legislação eleitoral ao solicitarem a mudança de domicílio eleitoral. Moro e sua esposa estão à disposição da Polícia Federal para prestar todos os esclarecimentos necessários, confiantes de que a lei vale para todos e deverá prevalecer”.
O ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro também se manifestou pelo Twitter e aproveitou para alfinetar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lembrando suas condenações no âmbito da Lava Jato (mas omitindo que as sentenças e os próprios processos foram anulados pelo Supremo Tribunal Federal):

