1. Nova geração de líderes da Assembleia de Deus no Brasil. A Assembleia de Deus brasileira está mudando de fase histórica. Assim como a (1ª) geração dos missionários estrangeiros (desbravadores) e a (2ª) geração dos primeiros pastores nacionais (consolidadores) passaram e a (3ª) geração do pastores-discípulos (expansionistas) está concluindo o ciclo eclesiástico, uma (4ª) geração de novos pastores está se levantando, tomando posse do bastão ministerial para correrem o “sprint” final da carreira que está proposta.
Assim é que, dentro deste contexto, as Assembleias de Deus do Norte do Brasil, mais uma vez, estão saindo na frente de todas as outras do País.
No Amapá, o processo de renovação geracional iniciou recentemente. Nove meses antes de passar para a eternidade, o Pastor Oton Alencar, pertencente à 3ª geração de pastores assembleianos brasileiros que, com o seu pai Pastor Otoniel, somando os dois mandatos, presidiram juntos a Igreja por 60 (sessenta) anos, dirigido pelo Espírito Santo, e de forma arrojada, resolveu promover sua sucessão em vida e a favor de Iaci Pelaes, pastor altamente preparado espiritual e secularmente, maduro, sensato, emocionalmente estável, bem casado e resolvido consigo mesmo, além de bastante articulado com as autoridades civis, militares, políticas e eclesiásticas, ou seja, com todas as características necessárias e indispensáveis para ocupar a liderança da mais antiga e maior denominação evangélica amapaense. A esposa Pastora Léia Pelaes é companheira leal de todas as horas.
No vizinho Estado do Pará, o processo não tem sido diferente. O Pastor Samuel Câmara, que assim como o Pastor Oton, pertence ao grupo de pastores brasileiros da 3ª geração e foi talhado ministerialmente pelo saudoso Alcebíades de Vasconcelos, está preparando Philipe Câmara, sua primeira prole, para sucedê-lo à frente da Igreja-Mãe do Brasil. Independente da relação familiar, assim como o Pastor Iaci Pelaes, Philipe Câmara é altamente preparado, quiçá um dos mais preparados da atual (4ª) geração que está se levantando na Nação. Philipe possui formação teológica e secular, é poliglota, homem de mídia, tem alto poder de discernimento presencial e visão de mundo, é cosmopolita, tem o “dom” da sensatez e em todas as circunstâncias da vida sabe se portar como obreiro da seara. A esposa Pastora Luana Câmara também possui referências excelentes de obreira virtuosa e destemida.
Pois bem, estas duas autoridades eclesiásticas estiveram juntas neste último domingo em Macapá. O Pastor Iaci Pelaes convidou o Pastor Philipe Câmara para, juntos, vivenciarem um momento importante de implementação da nova gestão assembleiana amapaense: a unificação dos cultos de domingo na Nova Catedral da Capital do Estado do Amapá. Na oportunidade, o Pastor Philipe Câmara foi o preletor oficial da noite e o 1º Culto Unificado foi uma bênção na vida de todos os participantes.
Para quem observa de longe, o evento que envolveu as duas lideranças ressalta que Deus tem continuado a renovar e abençoar grandemente a Assembleia de Deus do Norte do Brasil, concedendo uma transição intergeracional pacífica e levantando novos líderes ungidos, preparados, destemidos, unidos e dispostos a tomarem posse do “bastão” com firmeza e seguirem a carreira iniciada pelos inesquecíveis missionários Daniel e Sara Berg e Gunnar e Frida Vingren. Amém.
2. A AD – A Pioneira de Santana. A Assembleia de Deus – A Pioneira, agora denominada Assembleia de Deus no Amapá, desde 1917, possui algumas Congregações no município de Santana, ligadas à Convenção CONFRADAP, presidida pelo Pastor Iaci Pelaes. Uma das filiais santanenses da referida Igreja que mais tem se destacado é a do Pastor Astengo Katriel. As poucas congregações pioneiras que funcionam em Santana ainda são pequenas, mas a CONFRADAP já está preparando estudos com vistas a alavancar o trabalho no segundo maior município do Estado. O desejo é, daqui a alguns anos, tornar o futuro Campo Regional de Santana um dos maiores daquela Cidade.
3. Pastor Feliciano Bispo se despede do Amapá. O Pastor Feliciano Bispo está se mudando da Assembleia de Deus no Amapá para morar com sua família no Rio Grande do Norte, no município de João Câmara, onde assumirá a presidência sucursal (Campo Regional) da referida denominação ali. O Pastor Feliciano Bispo deixa no Estado do Amapá um legado de homem íntegro, de alta confiança, ético, obediente e sensato. O saudoso Pastor Oton Alencar o tinha por grande estima e sempre o colocou em cargos administrativos sensíveis e como dirigente de congregações estratégicas. Na nova gestão do Pastor Iaci Pelaes, continuou usufruindo da mesma confiança e respeito. Atualmente, além de dirigente de Congregação, acumulava a função de Tesoureiro do Templo Central e de Membro da Mesa Diretora da Igreja. Vai deixar muitas saudades.
4. Igreja e política. Igrejas não devem ser usadas para defender pautas de direita ou de esquerda; devem defender princípios bíblicos e valores cristãos. Quando as lideranças evangélicas brasileiras não têm esta expertise, ou este discernimento, a Igreja sofre e o “ide e pregai” fica comprometido e impregnado de ideologias (joio) que se misturam no (trigo) evangelismo. Atualmente tem sido muito penoso para a igreja evangélica suportar este ativismo político sacerdotal, algumas vezes recheado de interesses diferentes dos do Reino.
DESTAQUES DA SEMANA
1- Pastor Iaci Pelaes (AD-AP) e Pastor Philipe Câmara (AD-PA) são destaques da Igreja no país.
2- Petróleo do Amapá é a nova fronteira energética do Brasil e dos países produtores do Ocidente.
3- Pastor Astengo Katriel, líder do Campo Regional da AD de Macapá no município de Santana.
GESTÃO
Congregações. Congregação é a denominação dada às filiais das Igrejas Evangélicas, abertas além do templo sede. Na religião judaica são chamadas de sinagogas e na religião católica, de paróquias.
Em termos de gestão eclesiástica, as congregações evangélicas não possuem estatuto próprio, pois, de regra, são subordinadas espiritual e juridicamente ao templo central. O ideal seria terem o próprio estatuto ou regulamento específico de funcionamento. Mas, os responsáveis não sabem, ou não possuem autonomia de escolher a melhor forma de montar um estatuto, ou regulamento, que dê segurança nesse sentido.
À luz do direito brasileiro, todas as congregações devem ter CNPJ próprio. Existe norma jurídica própria que possibilita este aspecto da organização eclesiástica.
Mas, muitas lideranças religiosas ficam num dilema em saber o que é melhor: optar pelo registro como “filial” ou como uma igreja “autônoma”? Então, para que não haja problemas de emancipações forçadas, autonomias indesejadas, não planejadas, que o estatuto trate deste assunto de forma objetiva e transparente.
ESPECIAL
Utilidade Pública. Igreja Legal. Alerta Fiscal: Igrejas têm até 29/02 para entregar comprovantes de rendimento. Noticiou o Site www.jmnoticia.com.br que “As igrejas (evangélicas, católicas, judaicas, espíritas etc.) e outras instituições religiosas (hospitais, escolas, faculdades, seminários, meios de comunicação confessionais etc.) têm até o dia 29 de fevereiro de 2024 para fornecer o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte aos seus beneficiários, conforme determinado pela Receita Federal do Brasil. Este documento é essencial para os beneficiários, que o utilizam para elaborar sua Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física.”.
No Brasil, de regra, as lideranças sacerdotais de tais entidades de natureza religiosa pouco cuidam deste aspecto de gestão eclesial. Sabe-se que a maioria destas organizações não possui personalidade jurídica (ata de fundação, estatuto, registro cartorial etc.), tampouco CNPJ, conta bancária, alvarás dos prédios, declarações legais de utilidade pública etc. Na maioria das vezes são “igrejas clandestinas”, mantidas pelo “rigor verbal da fé” e escoradas na liberdade religiosa vigente no Estado laico brasileiro.
REFLEXÃO
Tema: “Autofagia cristã” – Parte 1: “Autofagia cristã” é uma expressão que denuncia uma das principais “doenças” do cristianismo mundial. O famoso líder indiano Gandhi chegou a dizer certa feita: “Eu seria um cristão, se não fossem os cristãos”. Traduzindo: A teoria é linda e perfeita; mas, a prática de alguns é feia…
A leitura de Genesis 37.23-28, que conta de José e seus irmãos, é a melhor passagem da Bíblia sobre “autofagia cristã”. A outra é Provérbios 6.18-19, que diz que Deus odeia autofagia.
Vejamos o citado trecho de Genesis, versículo por versículo. Diz Gênesis 37.23: “E aconteceu que, chegando José a seus irmãos, tiraram de José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia.”.
Todos sabem que tal túnica foi presenteada a José por seu pai Jacó. Aqui, simbolicamente, a túnica significa deferências, habilidades, dons etc. Então, pessoas na igreja que tenham, por exemplo, títulos acadêmicos, profissões sofisticadas, são musicistas, literatos, enfim, que se destacam por terem talentos maravilhosos podem sofrer retaliações de seus próprios irmãos, tipo ciúmes, invejas, a ideia de que só querem aparecer. Daremos exemplos na próxima edição.
FICA A DICA
Direito do Petróleo no Amapá. Com a descoberta de petróleo na costa do Estado do Amapá, numa região denominada de Margem Equatoria, vamos divulgar aqui um ABC semanal do Petróleo do Amapá.
Arco Norte do Brasil. Expressão sinônima referente à “margem equatorial”, parte da Amazônia Azul, no litoral norte do país, região geográfica marítima que se estende entre os estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, onde foram descobertas novas jazidas marítimas (off shore) de petróleo, consideradas como o novo “pré-sal” do petróleo brasileiro. O “pré-sal” é a denominação dada ao petróleo descoberto em grandes profundidades do mar da região sudeste do Brasil, que aumentou enormemente o potencial brasileiro na área petrolífera. Sobre a exploração deste petróleo no Norte do Brasil, está acontecendo um gigantesco embate entre órgãos do próprio governo. De um lado, a Petrobras e o Ministério de Minas e Energia, que vêm positivamente a exploração de tal petróleo, que trará muitas divisas e variadas possibilidades de investimentos em políticas públicas e sociais em favor do povo brasileiro. De outro lado, o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente, que vêm sérios riscos de possíveis acidentes ambientais destruírem a Amazônia.