Após quase oito meses de investigação, a ciência finalmente deu um salto importante nas últimas semanas. Pelo menos 3 vacinas tiveram resultados positivos sobre a eficácia no combate ao inimigo invisível que mudou o ritmo de vida humana no mundo inteiro. Elas vieram do Reino Unido, da China e dos Estados Unidos, e representam agora a grande esperança de uma solução para uma situação dramática que assola a humanidade em pleno século XXI.
Mas, foi da Rússia que chegou a notícia mais aguardada por todos, nesta disputa tecnológica da ciência pós-moderna. O presidente Vladimir Putin anunciou que a Rússia é o primeiro país a registrar a vacina contra o coronavírus. Mas a comunidade internacional coloca a vacina Russa sob suspeita e a chamada Sputnik V, assim batizada numa alusão a corrida espacial da guerra fria entre União Soviética e Estados Unidos, é vista com ceticismo por cientistas do mundo inteiro. Essa descoberta, seria mesmo um remédio para a cura ou um placebo russo?
A Organização Mundial da Saúde tem um protocolo rígido para o desenvolvimento de uma vacina: a primeira fase é marcada pela “avaliação preliminar” da segurança do imunizante, feita com número reduzido de voluntários.
A segunda fase é o “estudo clínico ampliado” e conta com centenas de voluntários. Nesta fase, a vacina é administrada a pessoas com características como – idade e saúde física, semelhantes aquelas, para as quais a nova vacina é destinada.
E na terceira e última fase acontece o “ensaio em larga escala” , com milhares de indivíduos. Neste estágio final, é preciso fornecer uma avaliação definitiva da sua eficácia e segurança em maiores populações. Além disso, experiências são feitas para prever eventos adversos e garantir a durabilidade da proteção. Apenas depois de todas essas fases é que se pode fazer um registro sanitário de uma vacina.
A Organização Mundial da Saúde considera a possibilidade da Rússia não ter passado da primeira fase de testes. Eis porque, aumenta a desconfiança da comunidade científica com relação a eficácia da vacina; e o receio de um “efeito nocebo”.
A proteção definitiva contra o novo coronavírus está cada vez mais perto. Mas, enquanto a vacina não chega, distanciamento social, o uso de máscara e álcool em gel, continuam sendo as principais armas para combater o inimigo invisível. Cuide-se bem, porque o perigo ainda está por toda parte!
Edinho Duarte
Jornalista, Pedagogo e ex-deputado estadual.