Nesta sexta-feira, 28, a Polícia Civil do Amapá coordenou a “Operação Rei da Pedra”, deflagrada no estado e simultaneamente em Mato Grosso e Rondônia, contra o tráfico interestadual de entorpecentes.
Durante a operação foram cumpridas 45 ordens judiciais nos três estados, sendo 13 mandados de prisão preventiva, 16 de busca e apreensão e 16 mandados de bloqueio e sequestro de valores em contas bancárias, além do recolhimento de veículos.

Em Macapá, nove investigados foram presos, sendo que três já estavam detidos no Instituto de Administração Penitenciária (Iapen). Na capital, um suspeito também foi preso em flagrante por tráfico de drogas, totalizando 13 prisões. As ações ocorreram nos bairros Universidade e Zerão.
De acordo com o coordenador da operação, o delegado titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (Dete), Estefano Santos, o principal fornecedor de entorpecentes foi capturado em Porto Velho, Rondônia, com outro integrante da rede criminosa. Uma das “mulas” do grupo (pessoas captadas para transportar drogas) foi presa no estado do Mato Grosso.

“Durante a ação, dois veículos utilizados pelos investigados foram apreendidos. Um em Macapá e outro em Rondônia. Na nossa capital também foi apreendido dinheiro em espécie no valor de R$ 7,5 mil”, detalhou o delegado.
Investigações
A investigação policial revelou que o grupo criminoso enviava aproximadamente meia tonelada de crack por ano para o Amapá. Os criminosos operavam com uma estrutura bem definida, incluindo transportadores, fornecedores, intermediários e responsáveis pela lavagem de dinheiro.
Estima-se que, nos últimos três anos, as atividades ilícitas movimentaram cerca de R$ 10 milhões. Em 2023, as ações da Polícia Civil resultaram na apreensão de cerca de 86 quilos do produto ilícito. A “Rei da Pedra”, teve o objetivo de desarticular o grupo criminoso, que segundo as investigações, é especializado no tráfico de drogas, principalmente crack, sendo o principal fornecedor dessa substância no Amapá.
Com informações Ascom/Gea