Um professor que atuava em um projeto social esprotivo e na rede municipal de ensino de Vitória do Jari, no extremo sul do Amapá, foi indiciado pela Polícia Civil após enviar fotos do órgão sexual dele e pedir nudes para uma aluna de 12 anos por meio de conversas em um aplicativo de celular.
A vítima é aluna do indiciado em um projeto que ensina aulas de badminton para crianças e adolescentes. O caso aconteceu em junho, quando o professor de educação física enviou a foto de uma lata de cerveja e, em seguida, três fotos do órgão sexual dele.
Assustada, a criança pediu que ele parasse de enviar aquele tipo de material, mas o professor insistiu na conversa pedindo fotos íntimas da menina, que o bloqueou logo em seguida.
Dias depois, o indiciado entrou em contato novamente com ela, através de outro número, se desculpando e pedindo que ela não contasse o ocorrido a ninguém.
De acordo com o delegado Erivelton Clemente, que investigou o caso, a aluna contou para a mãe o que aconteceu e procurou o coordenador do projeto para denunciar o professor. O pai da menina acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Civil.
“Em interrogatório, o professor admitiu que estava sob o efeito de bebida alcoólica e que enviou as fotos íntimas à vítima”, disse o delegado.
A prefeitura de Vitória do Jari, ao tomar conhecimento do fato, rescindiu imediatamente o contrato com o professor, que também foi desligado do projeto social.
Ele foi indiciado por injúria, por fotos que ofenderam a dignidade e o decoro da vítima, e tentativa de adquirir fotografia que contenha conteúdo pornográfico envolvendo criança ou adolescente. O inquérito policial foi concluído e encaminhado à Justiça.

