Investigadores da Polícia Civil apreenderam, na última sexta-feira, 7, um crânio e dois ossos, aparentemente humanos, após receberem informações de que funcionários da necrópole estariam vendendo ossadas, de corpos sepultados no cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, e que uma entrega seria feita em uma favela.
Segundo a PC, o esquema de vendas comercializava as ossadas humana por até R$ 4 mil. A apreensão ocorreu em uma favela no Jardim Robru, região da Vila Curuçá, também na zona leste, durante investigação da 1ª Delegacia de Polícia da Saúde Pública do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).
Os policiais chegaram à rua Pedro Geraldo Nascimento, com uma viatura sem identificação,onde havia um fluxo de pessoas, entre as quais notaram um suspeito que, ao perceber a chegada do carro, largou uma sacola no chão e correu para dentro da comunidade. O homem não foi localizado pelos policiais.
Na sacola deixada por ele foi encontrado um crânio e dois ossos. O material foi apreendido e seria periciado, além de encaminhado para possível identificação no IML (Instituto Médico Legal), o que não havia ocorrido até o fim da tarde desta terça-feira (11).
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que o DPPC realiza trabalhos de investigação “para esclarecer as circunstâncias do caso”. A Prefeitura de São Paulo afirmou, por meio do Serviço Funerário do Município, desconhecer o caso, acrescentando “estar à disposição para colaborar com as investigações.”

