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A Gazeta do Amapá > Blog > Colunista > Bady Curi Neto > ​Policia versus Criminalidade
Bady Curi NetoColunista

​Policia versus Criminalidade

Bady Curi Neto
Ultima atualização: 28 de maio de 2022 às 18:57
Por Bady Curi Neto 4 anos atrás
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Advogado fundador do Escritório Bady Curi Advocacia Empresarial, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e professor universitário. | Foto Arquivo
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Novamente assistimos, pelos jornais de todo o país e nas redes sociais, a nova Operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro que resultou na morte de 25 pessoas e um policial ferido no olho por estilhaços. 

Ao saber das notícias, organismos estrangeiros e brasileiros se revoltaram com a atuação da Policia Militar, acusando de excesso de forças. Alguns chegaram ao descalabro de dizer que uma operação na qual só morrem possíveis bandidos e nenhum policial está desequilibrada. 

É de se perguntar: Gostariam que morressem Policiais Militares em vez de bandidos? 

Fato é que a operação resultou na apreensão de vários fuzis, drogas e diversas munições.

Morreram, também, cinco suspeitos e o chefe do tráfico do morro da Providência. 

Havia no local barras de ferros, postas e instaladas, propositalmente, nas ruas no intuito de impedir a circulação dos veículos blindados da Policia Militar. 

É de questionar: O que pretendem estes organismos alienígenas ou os defensores, com visão distorcida, dos direitos dos “manos”? Que a Polícia Militar enfrentasse bandidos fortemente armados com revólveres 38? Que colocassem suas vidas em risco para salvar a dos contraventores? Ou, ainda, que o Estado abandonasse estas comunidades a própria sorte, sendo seus moradores reféns de criminosos?

Não é novidade que nessas comunidades residem bandidos fortemente armados, com arsenal de guerra, prontos para reprimir quaisquer intervenções estatais em sua região e nos seus ilícitos negócios, principalmente o tráfico de Drogas. 

A verdade é que essas comunidades estão em guerra contra a sociedade organizada, deixando seus moradores, na grande maioria pessoas obreiras, reféns das normas, ordens e políticas impostas pela criminalidade. Não se pode permitir um país com guetos de criminalidade. 

 Se demonstrado excesso, que sejam punidos, mas o açodamento em condenar as ações Policiais, mormente nessas comunidades de alta periculosidade, quase sempre levam a injustiças.

Não creio que os Policiais adentraram naquela comunidade atirando a esmo na direção de inocentes. Revidaram, fortemente, as trocas de tiros. Destaca-se que, como dito, o armamento utilizado pela criminalidade, inclusive alguns apreendidos, são armamentos de longo alcance, obrigando o Policiais a revidarem na mesma distância, como se em guerra estivessem.

Segundo especialistas, um tiro de fuzil simples, tem energia para ferir e matar a uma distância de 800 metros. Outros alcançam entre 1,2 e 1,5 KM. Apenas para exemplificar, o raio de letalidade de um fuzil de calibre 7.62 é de 2,5KM. O efeito colateral de uma guerra com este tipo de equipamento é o risco da morte de inocentes.

Exigir que policiais revidem tiros de fuzis com este raio de letalidade com uma pistola 9M ou um 38, cuja o alcance do projetil chega, no máximo, a 500 metros, é condená-los à morte. 

Lado outro, para a inserção de operações Policiais nessas comunidades há uma série de protocolos e exigências, o que a meu ver, não contribui para o controle e diminuição da criminalidade.

Lugares nos quais a Força Estatal não atua, outras forças passam a atuar. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço.

Não fico feliz com a morte de seres humanos, mas prefiro bandidos mortos que Policiais almejados. 
Tenho Dito!!!

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