Morreu, nesta sexta-feira (3/7), o delegado da Polícia Federal (PF) Michel Brasil Saliba (foto em destaque). Ele foi baleado por um policial militar na manhã dessa quinta (2) durante uma operação contra lavagem de dinheiro, deflagrada pelo Grupo de Investigação para Repressão à Lavagem de Dinheiro e Crimes Financeiros (Lafin-RS), em Passo Fundo (RS).
Conhecido como Saliba, o delegado era natural de Bagé (RS) e ingressou nos quadros da Polícia Federal em 2 de setembro de 2023, na Superintendência Regional de PF em Roraima. Ocupava, desde 24 de abril deste ano, a função de Chefe da Delegacia de Polícia Federal em Chuí (RS).
Em razão do falecimento, o Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, decretou luto oficial de três dias e acompanhará junto aos demais diretores da instituição os atos fúnebres, na cidade de Bagé (RS).
Entenda
Além do delegado, um agente da PF também ficou ferido. Segundo as primeiras informações, as vítimas foram atingidas por disparos efetuados por um policial militar. O PM não era alvo da operação, mas estaria em um dos endereços onde a PF cumpriria um mandado de busca e apreensão.
O delegado foi atingido por dois tiros, que teriam atravessado o colete balístico.
O agente da PF recebeu atendimento médico e foi liberado. O PM foi preso em flagrante.
A operação
Batizada de EZQ 25:17, a operação visava desarticular um sistema financeiro paralelo utilizado para sustentar um esquema de contrabando de mercadorias provenientes de Miami, nos Estados Unidos.
Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidas 56 ordens de sequestro de imóveis e determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias de 38 pessoas físicas e jurídicas investigadas. Os valores bloqueados podem alcançar R$ 28 milhões. As medidas foram autorizadas pela 11ª Vara Federal de Porto Alegre.
As investigações apontam a atuação de uma organização criminosa que teria origem em Santana do Livramento (RS) e seria responsável por coordenar a internalização irregular de mercadorias no Brasil por meio da fronteira com o Uruguai. Segundo apurado, parte do grupo atuava em Miami, de onde partiam os produtos destinados ao esquema.
Fonte: Metrópoles

