Os investigados por torturar o cão Orelha, cachorro comunitário da Praia Brava, em Florianópolis (SC), podem ter tentado matar outro cachorro na região. A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) apura se o grupo foi o responsável por afogar um cachorro caramelo.
Orelha chegou a ser levado para um veterinário, mas os ferimentos eram tão graves que o animal precisou passar por eutanásia. Nesta segunda-feira (26/1), dois adolescentes e um adulto foram alvos de mandados de busca e apreensão.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, a corporação está investigando se o grupo é responsável pela tentativa de matar o cachorro caramelo afogado. O cão sobreviveu ao ataque e foi adotado pelo delegado.
“A justiça será feita independente quem sejam os autores que praticaram essa triste e lamentosa ação criminosa contra esses dois animais”, afirmou o delegado Ulisses Gabriel.
Pelo menos três pessoas são suspeitas de envolvimento na morte do cão Orelha. Eles foram identificados após a análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores da região.
O governador Jorginho Mello (PL) usou as redes sociais para se manifestar sobre o caso. O mandatário detalhou que está acompanhando as investigações e que “Justiça será feita”.
“Não se trata de ato isolado de adolescentes, se trata de coação, ameaça e porte ilegal de armas. Tudo isso será investigado”, disse o governador.
Animal foi torturado
Orelha foi encontrado agonizando no dia 15 de janeiro por moradores da região e levado para atendimento veterinário. Diante da gravidade dos ferimentos, o animal precisou ser submetido à eutanásia.
O animal vivia na Praia Brava, em Florianópolis. No local, havia três casinhas destinadas aos cães que se tornaram mascotes da região. Além de conviver diariamente com moradores, o animal também interagia com outros cães do bairro, sendo conhecido e querido pela comunidade.
Fonte: Metrópoles

