“Nenhum homem é uma ilha; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.
O trecho escrito acima é parte de uma das obras literárias muito aclamada no mundo: Por quem os sinos dobram, um romance de 1940 do escritor norte-americano Ernest Hemingway, considerado pela crítica uma das suas melhores obras. Ernest Hemingway, que além de sua genialidade, tinha uma prosa viril, enxuta. Ele viveu uma vida tão movimentada quanto a que você lê em sua ficção. Hemingway destruiu o estereótipo do escritor fisicamente frágil.
O título “Por quem os Sinos Dobram” é referência a um poema do pastor e escritor inglês John Donne que se encontra na obra “Meditações”, já traduzido em português, e invoca o absurdo da guerra, mormente a guerra civil, travada entre irmãos. “Quando morre um homem, morremos todos, pois somos parte da humanidade”.
O livro narra três dias e três noites de um combatente americano na guerra civil espanhola. Não se trata de um grande embate da guerra ou mesmo a história de um grande combatente, mas sim uma operação de guerra relativamente comum que não parece ser tão marcante, afinal, quem lembra de uma demolição de uma ponte? Mas é aí que o livro se mostra. Mais do que a guerra, o livro fala de humanidade, até por isso o nome, por quem os sinos dobram.
A obra é sobre a guerra, não sobre o combate, as técnicas de batalha ou investidas, mas sobre as relações que acabam se formando por necessidade, os conflitos internos que cada combatente passa nesses momentos, é sobre as escolhas sem opções, é sobre a humanidade. Mas afinal, existe humanidade na guerra?
Uma guerra é capaz de despertar o que existe de pior dentro do ser humano. E o que existe de melhor também. Um exame de consciência perante essas duas situações tão extremas. A conclusão, óbvia, é que toda guerra é burra, pois podemos ver na obra que os planos e as ofensivas militares perdem importância perante o simples e sincero anseio do protagonista em continuar vivo. Nenhuma ideologia é, e nunca será, tão importante quanto um passeio despreocupado em Madrid durante uma tarde clara de verão.
É possível encontrar o amor no caos, assim como também paz em meio à guerra. É retrata nessa obra que o amor e o afeto podem surgir dentro das circunstâncias mais extremas, como é o caso da guerra, e de forma repentina. Também conseguimos ver na obra a importância da vida do semelhante para a humanidade, cada ser humano que morre leva um pedaço da humanidade consigo, leva um pedaço de mim e de você. Por isso, não pergunte por quem os sinos dobram, porque eles dobram por ti.
Apesar da obra ter sido escrita em 1940, ela nos remete a várias reflexões para os dias atuais, onde podemos observar a destruição de muitas pontes, afastando cada vez mais o ser humano do outro, a fazer esse próprio ser esquecer a sua humanidade ou a humanidade. Diferentemente do livro, precisamos da construção de pontes. Não mais de implosão. Se Robert Jordan dizia que “era preciso se confiar integralmente nas pessoas com quem se trabalhava, ou ao mesmo tempo não se confiar nem um pouco, e tomar decisões na base da confiança”, hoje, para construir essas novas pontes, precisaremos do mesmo tipo de atitude.
Theloniuous Monk dizia “não toque tudo (ou o tempo todo); deixe que algumas coisas escapem (…) o que você não toca pode ser mais importante do que você toca”.
O que se espera de alguém atualmente é a sobriedade. Vivemos em uma bipolaridade de claques, espero apenas que apareça um novo Robert Jordan, o mesmo, que dessa vez construa pontes, a vida e o ser humano, pois “a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano, e por isso não me perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.”.
O trecho escrito acima é parte de uma das obras literárias muito aclamada no mundo: Por quem os sinos dobram, um romance de 1940 do escritor norte-americano Ernest Hemingway, considerado pela crítica uma das suas melhores obras. Ernest Hemingway, que além de sua genialidade, tinha uma prosa viril, enxuta. Ele viveu uma vida tão movimentada quanto a que você lê em sua ficção. Hemingway destruiu o estereótipo do escritor fisicamente frágil.
O título “Por quem os Sinos Dobram” é referência a um poema do pastor e escritor inglês John Donne que se encontra na obra “Meditações”, já traduzido em português, e invoca o absurdo da guerra, mormente a guerra civil, travada entre irmãos. “Quando morre um homem, morremos todos, pois somos parte da humanidade”.
O livro narra três dias e três noites de um combatente americano na guerra civil espanhola. Não se trata de um grande embate da guerra ou mesmo a história de um grande combatente, mas sim uma operação de guerra relativamente comum que não parece ser tão marcante, afinal, quem lembra de uma demolição de uma ponte? Mas é aí que o livro se mostra. Mais do que a guerra, o livro fala de humanidade, até por isso o nome, por quem os sinos dobram.
A obra é sobre a guerra, não sobre o combate, as técnicas de batalha ou investidas, mas sobre as relações que acabam se formando por necessidade, os conflitos internos que cada combatente passa nesses momentos, é sobre as escolhas sem opções, é sobre a humanidade. Mas afinal, existe humanidade na guerra?
Uma guerra é capaz de despertar o que existe de pior dentro do ser humano. E o que existe de melhor também. Um exame de consciência perante essas duas situações tão extremas. A conclusão, óbvia, é que toda guerra é burra, pois podemos ver na obra que os planos e as ofensivas militares perdem importância perante o simples e sincero anseio do protagonista em continuar vivo. Nenhuma ideologia é, e nunca será, tão importante quanto um passeio despreocupado em Madrid durante uma tarde clara de verão.
É possível encontrar o amor no caos, assim como também paz em meio à guerra. É retrata nessa obra que o amor e o afeto podem surgir dentro das circunstâncias mais extremas, como é o caso da guerra, e de forma repentina. Também conseguimos ver na obra a importância da vida do semelhante para a humanidade, cada ser humano que morre leva um pedaço da humanidade consigo, leva um pedaço de mim e de você. Por isso, não pergunte por quem os sinos dobram, porque eles dobram por ti.
Apesar da obra ter sido escrita em 1940, ela nos remete a várias reflexões para os dias atuais, onde podemos observar a destruição de muitas pontes, afastando cada vez mais o ser humano do outro, a fazer esse próprio ser esquecer a sua humanidade ou a humanidade. Diferentemente do livro, precisamos da construção de pontes. Não mais de implosão. Se Robert Jordan dizia que “era preciso se confiar integralmente nas pessoas com quem se trabalhava, ou ao mesmo tempo não se confiar nem um pouco, e tomar decisões na base da confiança”, hoje, para construir essas novas pontes, precisaremos do mesmo tipo de atitude.
Theloniuous Monk dizia “não toque tudo (ou o tempo todo); deixe que algumas coisas escapem (…) o que você não toca pode ser mais importante do que você toca”.
O que se espera de alguém atualmente é a sobriedade. Vivemos em uma bipolaridade de claques, espero apenas que apareça um novo Robert Jordan, o mesmo, que dessa vez construa pontes, a vida e o ser humano, pois “a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano, e por isso não me perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.”.