Para a ONU e a sua grande aliada de “primeira hora”, a União Europeia, o Brasil é o grande responsável pelas desgraças do planeta. A união das duas gerou, em uma incubadora, com o auxílio de vários cientistas barulhentos de mesmo “credo”, uma subespécie do “homo sapiens”, o “homo ambientalista europeu”, pregadores da nova seita religiosa, com o seu “evangelho” próprio constituído por cartas conceito, pareceres de cientistas comprometidos com o “neo credo” e tratados internacionais. Como qualquer seita se subdividiu e se espalhou pelo mundo pregando a quebra dos paradigmas alimentares que ensejaram a evolução humana, inclusive, o seu desenvolvimento intelectual no último século. Aproveito o artigo para divulgar uma nova máxima da minha lavra: “a alimentação faz o homem”. Desculpem as damas, faz as mulheres também que com as suas brilhantes inteligências começam a ocupar, felizmente e já não era “sem tempo”, os seus verdadeiros lugares no mundo.
Diante de toda a “evangelização” do neo credo e exigências ambientalistas nos resta apenas indagar: quando foi que o Vaticano canonizou os países da União Europeia? Nós não percebemos o fato, as grandes mídias nacionais e internacionais, juntamente com as redes sociais não veicularam a notícia. Será que a canonização se deu em uma cerimônia secreta entre o Papa argentino e o colégio de Cardeais?
Faço a pergunta e imagino que seja cabível diante do “mal de Alzheimer” que tornou-se epidêmico nos países que integram a União Europeia. Diante da idade de tais países “santos” somos crianças com apenas 500 anos. Em contrapartida os “santos” europeus vem, há milênios, devastando as florestas, tropicais ou não, e as diversidades de todo o planeta, além das suas próprias.
Não consigo entender o raciocínio, vejam vou repetir, a dita “civilização europeia”, como já citei acima, vem devastando todas as florestas do planeta e as suas próprias ao longo de milênios e somente agora com o advento do “achamento” de uma “terra” que foi denominada de Brasil pelos descobridores portugueses, há meio milênio, é que começou o desequilíbrio climático.
O Presidente Francês, Emmanuel Macron, atuando como o grande cardeal e ponta de lança da nova seita, “o ambientalismo europeu”, elegeu como alvos preferenciais o Brasil e o acordo Mercosul/União Europeia, difundindo através da mídia internacional o novo credo. Temos que tirar o chapéu diante do trabalho de disseminação que tem sido tão eficaz que a própria França começa a “pagar o preço”. A cidade de Paris perdeu uma causa ao ser processada por não cuidar da atmosfera da cidade; o país também foi processado por ONGs por desobedecer os acordos climáticos e a última novidade foi divulgada em um artigo publicado por Constant Méheut, no The New York Times dia 11/02:
Universitários de elite estão recusando trabalhar nas principais empresas da França. O motivo? O clima.
“O amplo campus da École Polytechnique, uma das melhores escolas de engenharia do mundo, há muito tempo é um ímã de grandes empresas industriais e energéticas francesas, ansiosas por atrair algumas das mentes mais brilhantes da França. Assim, quando se anunciou no ano passado que a gigante de petróleo e gás Total estabeleceria um centro de pesquisa no campus, localizado a sudeste de Paris, tudo parecia natural. Em vez disso, um alvoroço foi criado. Centenas de estudantes votaram contra o centro de pesquisa. Num momento em que engenheiros e cientistas deveriam estar liderando o caminho para um mundo mais sustentável, eles argumentaram, entre outras coisas, que o projeto deu influência indevida a uma empresa que continua sendo líder mundial em combustíveis fósseis…….. Frustrados pela disparidade entre o mundo com o qual sonham e o que lhes é oferecido, os alunos estão pressionando as universidades a colocar as mudanças climáticas e outras questões ambientais no centro de seu currículo. Algumas escolas tomaram medidas nesse sentido, mas os críticos garantem que ainda não é o suficiente.”
Novamente não quero defender a França, todavia, temos que colocar as “barbas de molho”. O que ocorreu naquele país é o prenúncio do que pode ocorrer com os nossos jovens.
O ilustre articulista e defensor do Agro brasileiro, Rodrigo Justus, diante de toda a campanha contra a nossa agropecuária afirmou:
“Fica claro que a discussão de fundo é protecionismo de mercado e não a questão ambiental. Pior é que a UE cedeu demais aos ambientalistas e colocaram os produtores europeus à bancarrota (mesmo com todos os polpudos subsídios).”
Confesso que há muito tenho enorme preocupação com o futuro do sustentáculo da nossa economia, que nos deu desenvolvimento e protagonismo no comércio internacional, a Agropecuária nacional que pode vir a ser vítima de um grande êxodo dos jovens. Tenho acompanhado, de perto, a doutrinação das nossas crianças nas escolas com a utilização de material didático com pregações contra o Agro. Caso não façamos a defesa a contaminação da juventude será inevitável. Creio que o que falta para o nosso país e ao nosso agro é a produção de um material didático de base, algo como gibis (na infância a maioria de nós adorava ler gibis). Um material com linguagem infantil e histórias em quadrinho, simples, para crianças de 6 a 8 anos e materiais complementares para crianças maiores e adolescentes, mostrando todo o trabalho do homem do campo e a importância do agro para a nossa sociedade e economia. Seria preciso uma entidade forte, com recursos e apoio para promover o nosso Agro. Algo como uma “doutrinação” do bem. Talvez devêssemos consultar alguém que considero o gênio da literatura infanto/juvenil, o cartunista Mauricio de Sousa, hoje com 85 anos e já devidamente vacinado contra essa praga da covid.
Outro alerta que faço é que temos, urgentemente, de conscientizar os nossos jovens e o mundo que não exportamos simplesmente “comodities”, como dizem os economistas, este título começa a ser demonizado tornando-se um “palavrão”. O que nós produzimos e exportamos são alimentos e matéria prima para a produção de alimentos. Produzimos tal quantidade de alimentos que com apenas 26% da nossa produção alimentamos, praticamente, ¼ da população do planeta, sem prejuízo da alimentação do nosso povo.