Falando em evento sobre criptomoedas, Campos Neto projetou que, com o novo sistema, os usuários passarão a controlar todos os aspectos de sua vida financeira em um “integrador” em seu aparelho celular, em vez de ter vários aplicativos de diferentes bancos.
Isso permitirá o desenvolvimento de produtos de gestão de caixa para pessoas físicas, e que os usuários escolham entre fazer pagamentos com o Pix por débito ou crédito, acrescentou ele.
“Esse sistema elimina a necessidade de ter cartão de crédito. Acho que cartão de crédito vai deixar de existir em algum momento em breve,” afirmou Campos Neto, destacando que os bancos já começaram a usar Pix para oferta de crédito.
O presidente do BC avaliou que o Pix pode se expandir “pelo menos” para a América Latina, mas disse que o Canadá também mostrou interesse no sistema.
CRIPTO
Campos Neto afirmou ainda não concordar com a necessidade de regulação pesada dos criptoativos. No entanto, ele destacou estar preocupado com a concentração da custódia de criptoativos, acrescentando que hoje 80% desses ativos estariam custodiados em quatro empresas.
Ele também disse estar preocupado com o risco de concentração de transações, com “uma ou duas plataformas detendo 20% a 30% do mercado”.
De acordo com Campos Neto, a regulação no Brasil irá pelo caminho de garantir que as criptomoedas tenham transparência na maneira como são negociadas, criadas e transacionadas.

