Os policiais procuravam um celular usado para anunciar a venda de um terreno no valor de R$ 20 mil, que nunca existiu. A vítima acreditou no negócio e acabou efetuando o pagamento. O caso foi em outubro de 2020.
O delegado Leonardo Fabrício explica que a irmã desse detento, que não teve a identidade revelada, também participava do golpe. A vítima depositou a quantia na conta bancária dela, acreditando estar realizando a compra.
“Ao ser interrogada, a mulher disse que o seu irmão lhe enviou mensagem de dentro do presídio, solicitando seus dados bancários para receber um valor. Após receber o dinheiro, teria sacado R$ 3 mil e transferido o restante para conta bancária de terceiro, o qual não recorda a identidade”, informou o delegado.
A mulher disse, ainda, que teria recebido outras duas transferências, e que sempre sacava um pequeno valor e transferia o restante.
A Polícia Civil solicitou os extratos da conta dela ao banco, que comprovou que a investigada estava mentindo. Ela sacou apenas R$ 2 mil e transferiu o restante para outra conta bancária também no nome dela.
O detento cumpre pena por homicídio, ocorrido em 2007, e foi indiciado por roubo cometido este ano, durante uma saída temporária. Já a irmã responde pela prática de estelionato.
O aparelho usado no golpe foi achado em uma das celas, mas ao ser interrogado, o interno negou a autoria do crime. Os irmãos serão indiciados pela prática do crime de estelionato.
A ação foi coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia, com o apoio de equipes da 7ª Delegacia de Polícia de Macapá.

