Milhares de manifestantes estão nas ruas de Paris como forma de repudio a Reforma previdenciária executada por Emmanuel Macron que utilizou uma estratégia para que suas medidas sejam implementadas sem que seja apreciada pela Assembleia Nacional Francesa.
A Primeira-ministra Elisabeth Borne, acionou um dispositivo especial que foi criado em 1958 e utilizado 87 (oitenta e sete) vezes desde então que assim diz :
“O primeiro-ministro pode, após deliberação do Conselho de Ministros, levantar a responsabilidade do Governo ante a Assembleia Nacional sobre a votação de um texto”, diz o referido artigo, permitindo, assim, a controversa adoção.
Os deputados poderiam impedir sua aplicação apenas nas 24Hh seguintes a sua publicação com a apresentação de uma Moção de Censura contra o governo.
A reforma sofre críticas por sua forma e conteúdo da esquerda até a extrema direita por ter seu conteúdo contrário aos interesses da população e por não ter levado o debate para a Assembleia Nacional.
A reforma prevê o aumento da idade de 62 (sessenta e dois) anos para 64 (sessenta e quatro) anos a contar de 2030 (dois mil e trinta) e antecipar para 2027 a exigência de 43 (quarenta e três) anos de contribuição para que o trabalhador tenha direito ao valor integral da aposentadoria.
A medida adotada na França terá impacto efetivo na população que está economicamente ativa, ou seja, trabalhando e contribuindo, e tudo leva a crer que até 2030 mais uma reforma será efetivada e o sentimento da população é de correr uma corrida que não tem fim.
A expectativa de vida da França é de 83 (Oitenta e três) sendo assim ao se aposentar aos 64 anos o governo espera arcar com as aposentadorias por mais 21 (vinte e um) anos.
A população mais pobre será a mais atingida e é justamente ela que está nas ruas protestando, estamos diante de um fato social que se aproxima inevitavelmente que é o esvaziamento dos seguros sociais.