O Agro brasileiro sabe, mais que ninguém, o que é derramar sangue, trabalhar de sol a sol com muito suor e chorar com a perda de entes queridos na conquista de territórios inóspitos deste nosso imenso e querido país para ampliar as fronteiras de produção para alimentar o nosso povo e ¼ da população do mundo. Recentemente o nosso Agro enfrentou a trágica pandemia, que roubou a vida de muitos brasileiros, sem ‘lockdown’ no setor.
Durante a tragédia do Covid todos continuaram a trabalhar para fornecer comida para o Brasil e outros países. Todos os trabalhadores do campo continuaram a trabalhar, independentemente do sexo ou idade. O Agro alimentou a todos que trabalharam na superação da pandemia salvando vidas. O Agro trabalhou muito levando saúde e resistência aos sãos e doentes através dos alimentos. Os integrantes do Agro são os heróis anônimos na luta contra o vírus maldito. A memória do nosso país é frágil e curta, ainda não vi ser colocado um monumento com uma mulher e um homem do campo segurando um mastro com uma bandeira desfraldada na praça dos três poderes em Brasília como reconhecimento e homenagem aos heróis da pandemia.
Como construir prosperidade se nos falta as virtudes que são pré requisitos de todas as outras – respeito, fidelidade e gratidão? Para construirmos a prosperidade precisamos ter a memória do passado, desenterrar os nossos valores e símbolos da nossa união nacional que representam a nossa brasilidade. Desde tempos imemoriais quem possibilita a prosperidade e desenvolvimento das nações são os alimentos. Creio que, no ano entrante, quem construirá a prosperidade e desenvolvimento do Brasil será a aliança de todos com o Agro. Esqueçam o Agro e podem esquecer prosperidade e desenvolvimento. Um detalhe que poucos sabem e nos orgulhamos muito é que o Brasil foi um dos poucos países do planeta que a cadeia de fornecimento de alimentos não quebrou com a implantação do lockdown.
Poucos pararam para pensar no que sustentou a expansão e manutenção das fronteiras brasileiras ao longo dos séculos, possibilitando que nos orgulhemos diante da imensidão do nosso país espelhada nos mapas geográficos, indubitavelmente foram a agricultura e a pecuária. Quem possibilitou a integração do chamado, no passado, ‘inferno verde’ – a Amazônia? Novamente a agricultura e pecuária. O nosso Agro representa o poder da nossa nação, por isso mesmo ele é tão atacado e sabotado. Aqui me recordo de uma frase muito difundida no passado – ou o Brasil acaba com as saúvas, ou as saúvas acabam com o Brasil. Cabe aqui parafrasear: ou o Brasil acaba com o poderio das ONGs internacionais e dos maus brasileiros, ou eles acabam com o Brasil.
O nosso grande desafio é acabar com o maldito vírus do ambientalismo europeu que é muito mais resistente e mais perene que o Covid. Vamos precisar de um defensivo mais poderoso com novas moléculas ou desenvolver uma vacina eficaz contra estas pragas. Estou falando sério, as ONGs internacionais e os maus brasileiros são os responsáveis por alimentar a mídia internacional com inverdades contra o nosso país e o nosso Agro. São essas pragas que cegam os olhos do mundo para as nossas realizações. Os outros países por mais que falemos ou mostremos não nos acreditam, já foram cegados e ensurdecidos pelas mentiras propaladas por essas pragas.
Alguém já leu alguma matéria da grande mídia internacional fazendo referência ao fato que a preocupação do Brasil com a preservação da natureza e do meio ambiente tem mais de dois séculos? Pois é, a primeira lei promulgada em defesa da natureza aconteceu em 1850. Desde então já tivemos estatuto da terra, alguns códigos florestais que antecederam o hoje em vigor. Alguém divulgou a nossa legislação sobre poluição atmosférica que é muito antiga? Alguém divulgou que temos legislação contra ruídos altos ou que a legislação brasileira tem o instituto de servidão de paisagem?
Agora a resposta de como construir prosperidade que por sinal é muito simples desde que se possa reconhecer o valor do Agro. Vejamos, o Agro continuar a agir como sempre agiu, preservando a natureza e o meio ambiente. Continuar a recuperar áreas degradadas, reflorestando para gerar ganhos financeiros. Ampliar as nossas fronteiras agropecuárias em todos os biomas, sempre preservando o meio ambiente.
Precisamos que os três poderes reconheçam que a sobrevivência da nossa República, da Democracia e a deles próprios depende do respeito, fidelidade e gratidão ao Agro. Precisamos da aprovação urgente pelo Congresso da nova lei dos defensivos que impedem a destruição das lavouras e que chegue aos pratos bactérias nocivas à vida humana, a nova lei do licenciamento ambiental para que o escoamento da produção e iniciativas de cunho desenvolvimentistas possam ser viabilizadas, a regularização fundiária para garantir as propriedades privadas que é cláusula pétrea da nossa Constituição e para que possamos, finalmente, distinguir o desmatamento legal do ilegal e coibi-lo, a BR do Mar para que, finalmente, possamos ter a propriedade das nossa navegação, a legislação sobre as ferrovias para que possamos facilitar e baratear o escoamento da nossa produção, uma reforma tributária que não sacrifique o Agro e a população deixando os mais carentes sem acesso aos alimentos por aumento dos preços em consequência do aumento dos custos de produção e assim por diante.
O leitor percebeu que não será muito fácil nós brasileiros construirmos juntos prosperidade e desenvolvimento no ano de 2022? Vamos precisar nos unir contra os ‘corvos’ que nos impedem de crescer. Que fique bem claro que voltar ao passado não nos será favorável, temos que lutar por um futuro melhor e mais promissor que o passado.
Feliz e próspero ano novo, é o que desejo para todos nós.