Nesta sexta-feira, 29, a Polícia Civil do Distrito Federal prendeu uma quadrilha especializada em extorquir pessoas de alto poder aquisitivo. Para isso, usam até mesmo algemas, armas falsas e até mesmo nudes. O grupo faturou ao menos R$ 549 mil ao se passar por adolescente e enviar nudes para moradores da capital federal.
Segundo informou a polícia, o grupo faturou ao menos R$ 549 mil ao se passar por adolescente e enviar nudes para moradores da capital federal. Os vídeos usados para chantagear as vítimas já foram utilizados pelo bando diversas vezes, inclusive por outros estelionatários.
Como funcionava?
De acordo com a polícia, a fraude funcionava da seguinte forma: os criminosos selecionam as vítimas em potencial nas redes sociais. Os critérios envolvem faixa etária e status social. Eles fazem contato por mensagem e iniciam o assédio.
Após isso, o criminoso se passa por uma mulher bonita, finge interesse, faz elogios e pede o contato de WhatsApp da vítima, na intenção de manter contato de forma mais reservada. A vítima acaba cedendo e passa a ter conversas íntimas, acreditando tratar-se de outra adulta.
Nessas conversas, a suposta mulher passa a enviar nudes e solicita o mesmo. Após a vítima estar completamente envolvida, entra em cena outra golpista, fingindo ser mãe de uma adolescente, com quem o adulto estaria, de fato, conversando. A vítima, então, é informada que na verdade a troca de mensagens de teor erótico teria sido feita com uma menina, de apenas 13 anos.
Ameaçando levar o caso à polícia, os criminosos passam a extorquir as vítimas, exigindo altas quantias. Quando as vítimas resistem em fazer os depósitos, para dar credibilidade ao teatro, enviam vídeos nos quais os supostos pai/mãe da menina estão na polícia falando com o delegado.
Agora, os responsáveis pelos envios das mensagens usaram servidores internacionais para manterem-se camuflados. Todos os envolvidos serão indiciados por extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro com penas que podem chegar a 26 anos de reclusão.

