A Polícia Civil do Amapá deflagrou a “Operação Homobono” que investiga a abertura de mais de 300 contas fraudulentas em bancos digitais para desviar o valor do auxílio emergencial destinado pelo governo do Estado a empresários de bares, restaurantes e lanchonetes.
Foram cumpridos 3 mandados de busca e apreensão em Macapá e entre os alvos está um escritório de contabilidade.
Segundo a PC, servidores da Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete) denunciaram o esquema.
A polícia não divulgou os nomes dos envolvidos.
A operação Homobono foi coordenada pelo delegado Rogério Campos, que detalhou que a quadrilha utilizava o CNPJ de empresas já existentes para abertura das contas nos bancos digitais.
“Muitos empresários sequer sabiam que tinham sido contemplados pelo programa, sendo que ao buscarem informações sobre o benefício, eram surpreendidos com a informação de que o auxílio já havia sido pago em uma conta bancária aberta no CNPJ da empresa”, relatou o delegado.
De acordo com as investigações pouco mais de 100 das 300 contas investigadas podem ter recebido o benefício de forma irregular. O auxílio é de R$ 1,5 mil.
Ainda segundo a polícia os bancos digitais estão colaborando para tentar rastrear o dinheiro desviado.

