Segurança é sensação, dizem os técnicos. Pode ser, mas insegurança é uma sensação muito ruim, especialmente para quem está com os filhos na rua, diz a mãe de Jhonatan.
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• Aos que acompanharam a matéria anterior, Eva foi liberada para esperar as investigações em casa. Existem Juízes, com J maiúsculo, em Berlim e, também, em Macapá.
• Apesar de existirem bons juízes em Macapá, existe, também, a violência, muita violência. Não é segredo para ninguém que Macapá é uma das cidades mais violentas do Brasil e do mundo.
• Os técnicos dizem que se alguém atravessar quadras desertas na escuridão da noite terá uma sensação de segurança ou insegurança, conforme as informações que receber antes sobre os perigos ou a ausência deles naquele perímetro, naquele local.
• A afirmação é verdadeira, pois, ainda que o local seja extremamente violento, a pessoa, que se deslocar ali, seguirá tranquilamente até seu destino, caso não seja incomodada. Isso se deve à sensação de segurança que a falsa informação lhe proporcionou. Desse modo, concluem, segurança é apenas sensação.
• No Amapá, capital Macapá, a sensação é de total insegurança. E as informações são confirmadas pelos fatos, como relata a mãe de Jhonatan, nome não fictício, de um jovem que saiu de casa na madrugada de 28/05/2022, no Munícipio de Oiapoque, no extremo norte do Estado do Amapá, já na divisa com a Guiana Francesa, o Suriname e a Guiana.
• Consta do Boletim de Ocorrência, registrado por Rozeli Monteiro Maciel, mãe de Jhonatan, e de informações acrescidas pela mãe da vítima, que seu filho foi abordado por um casal que tentou lhe roubar o celular.
• Jhonatan teria percebido que ambos pareciam “drogados” e reagiu, tomando a faca das mãos do homem que acompanhava a moça, chamada Vania. Enquanto isso ocorria, Vania teria corrido e gritado por socorro, como se fosse a vítima, em vez de a agente do roubo.
• Algumas das pessoas que passavam no local correram até onde estava Jhonatan e passaram a agredi-lo. Espancaram-no tanto que machucaram gravemente seus rins, estômago e, inclusive, fraturaram seu crânio com pauladas.
• Aliás, essa violência caracteriza o dia a dia que vivemos. Seja no trânsito ou nas redes sociais, estamos convivendo com sociopatas travestidos de “defensores de direitos”, “direitos” estes que são mais importantes do que a vida, a vida dos demais. São extremistas. Criaturas que só veem o próprio umbigo, incapazes de pensar como humanos. Verdadeiros zumbis, como nos filmes que retratam esses seres sombrios.
• Você há de refletir e concordar comigo, pois os fatos assim o demonstram, que fazer Justiça não é espalhar a violência, é garantir a vida. Agir em bando, ignorando a verdade dos fatos, além das aparências, pode ser apenas uma válvula para as raivas e ódios contidos ou, pior, o princípio da barbárie manifesto no prazer de destruir vidas.
• Mas em uma sociedade insegura, entregue à própria sorte, sem rumo e sem norte, com a miséria e a desigualdade avançando, isso tende a ocorrer mais e mais. Nós humanos, assim como os animais, estes quando acuados, sentindo-se em estado de risco, tornam-se perigosos e atacam.
• Neste momento em que estou escrevendo, Jhonatan está internado em uma UTI, após esperar horas intermináveis até conseguir uma vaga, até que uma UTI fosse desocupada e ele pudesse ser devidamente atendido. Encontra-se entubado. Precisa de hemodiálise, precisa que seu cérebro desinche, precisa que suas fraturas sarem e que seu estômago se recupere.
• Além disso, precisa também de ajuda financeira para comprar remédios, fraldões, pomadas para assaduras, óleo de girassol, entre outras coisas. Sua mãe veio de Oiapoque para Macapá e está “morando” nos bancos de madeira do Hospital de Emergências da capital. Seu tempo se divide entre chorar e orações pelo filho que se encontra em coma.
• Esse é apenas um recorte, um fato, do que ocorre em uma das cidades mais violentas do mundo, aquela que um dia foi conhecida como a “Cidade Joia da Amazônia”, capital de um estado com todas as premissas para ser próspero, seguro e feliz. Cidade e/ou estado que demonstram de forma dolorosa, com acontecimentos diários, que vender o voto pode ser fatal para uma sociedade.
• Caso você queira ajudar Jhonatan, envie doações para sua mãe, Rozeli Monteiro Maciel, através da chave pix 97870358215.
• Ou, se não dispuser de dinheiro, pelo menos encaminhe a Deus suas orações pedindo por Jhonatan.
• E já que elevamos nossos pensamentos aos Céus, vamos pedir por todo o povo do Estado do Amapá. Pedir para que tenhamos clareza para escolher melhor nossos representantes, para que os novos políticos revertam o que os atuais fizeram em apenas 30 anos: transformaram a Cidade Joia em Cidade Zumbi.