O Brasil está claramente dividido entre o bolsonarismo e aqueles que buscam restabelecer os tempos em que as eleições eram cenários democráticos de alegria e belo exercício de cidadania. A divisão política contaminou de estádios de futebol a igrejas de todas as religiões, especialmente a maioria evangélica que se tornou recesso político do bolsonarismo religioso capaz de fazer “arminha” dentro do próprio templo como forma de expressar sua preferência política. Os que buscam restabelecer a paz social abalada pelo embate politico sofrem toda sorte de agressões sufocando a iniciativa de reconduzir o país para o atributo que mais definia o brasileiro que era a alegria contagiante.
Neste domingo (30), o eleitor brasileiro, por intermédio do sufrágio universal, tem a missão patriótica de optar entre manter o atual estágio beligerante ou promover o país à normalidade democrática. Ninguém dará um passo em direção às urnas sem fazer essa opção. Qualquer que seja a decisão do eleitor importará em manutenção da nação no cenário de ódio que se encontra ou buscar restabelecer a paz social, fazendo das eleições apenas um ato de exercício pleno da cidadania. A mudança da atual configuração política é um imperativo das nações que se inclinam a viver dentro da lei e da ordem, com a necessária liberdade, como é o caso do Brasil, sob pena de se subverter os ideais que inspiraram a Constituição de 1988 – chamada de Cidadã – pelo seu principal interlocutor, o saudoso Ulysses Guimarães.
Os ventos que sopram nos momentos que antecedem a eleição presidencial sugerem bafejos de mudança. Tomara! Durkheim, famoso sociólogo francês, dizia que a democracia entedia e por isso produz sua própria contradição. Talvez o Brasil tenha experimentado esse momentâneo tédio e tenha derivado para as trevas. Que a eleição de domingo (30) seja a redenção desse desvio de rumo e o país reencontre a paz que precisa. Há de se propugnar, também, que o cenário de guerra com fuzis e granadas atirados contra as instituições e cidadãos pelos “Bobs Jefs” da vida não prospere.
Que seja a última vez!