Na semana em que se celebra o Dia Mundial de Combate à Pneumonia, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia alerta para a importância da prevenção da doença, que segue sendo a principal causa de morte em crianças de até 5 anos de idade. Segundo a entidade, embora a taxa de mortalidade da pneumonia tenha tido uma redução de 25,5% entre 1990 e 2015, a quantidade de internações e o alto custo do tratamento ainda são desafios para a saúde pública e a sociedade como um todo. “Entre janeiro e agosto, 417.924 pacientes foram hospitalizados com pneumonia no Brasil, totalizando gastos de mais de R$ 378 milhões com serviços hospitalares”.
DADOS
No mesmo período do ano passado, foram 430.077 internações, de acordo com informações do Datasus. Informações do DataUnicef, ligado ao Fundo das Nações Unidas para a Infância, também alertam para os riscos da doença que é a maior causa de morte por doença infecciosa de adultos e crianças, sendo responsável pela morte mais de 802 mil crianças com até cinco anos, em 2018, em todo o mundo. A entidade chama atenção para o fato de que, no mundo, a cada 39 segundos morre uma criança vítima de pneumonia.
PREVENÇÃO
A pneumonia é uma doença inflamatória aguda que acomete os pulmões e pode ser provocada por bactérias, vírus, fungos ou pela inalação de produtos tóxicos. O Streptococcus pneumoniae é o agente causador em 60% dos casos. As principais manifestações clínicas da doença são tosse com produção de expectoração; dor torácica, que piora com os movimentos respiratórios; mal-estar geral; falta de ar e febre. Além disso, quadros de resfriado comum e gripe podem se agravar e contribuir para o desenvolvimento da pneumonia causada por bactérias.
RECORDE
Polícia Federal já apreendeu, este ano, mais de R$ 666 milhões em bens das organizações criminosas, que atuam no tráfico de drogas. De acordo com a PF, o valor das apreensões é “um recorde histórico”. Foram apreendidos pela PF “automóveis de luxo, imóveis, lanchas, aviões, helicópteros, joias, dinheiro em espécie, além de bloqueio de contas correntes”. Na avaliação da PF, esse resultado foi possível devido a deflagrações de grandes operações de combate ao tráfico e ao crime organizado, objetivando a descapitalização patrimonial dos traficantes, e a prisão dos líderes das organizações.
PESQUISA
Os consumidores têm dificuldade para entender o que dizem os rótulos dos produtos nos supermercados, revela pesquisa publicada na Revista Agrotec, editada pelo Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba. Foram ouvidas 240 pessoas nas faixas etárias de 15 a 45 anos e acima de 45. Segundo a publicação, 69% dos entrevistados leem os rótulos e verificam a data de validade no momento da compra. Entre os que conhecem os termos técnicos, mas não sabem o significado, o percentual atinge 70%. A maior parcela desses consumidores está na faixa acima de 45 anos.
INFORMAÇÕES
Para os pesquisadores, é preciso que os rótulos dos alimentos industrializados apresentem informações, regulamentadas por órgãos oficiais, que contribuam para a escolha adequada do produto pelo consumidor, do ponto de vista nutricional e que indiquem a forma correta de conservação e preparo. Os questionários pediam que os entrevistados dissessem o que entendiam dos ternos glúten, ômega 3, gordura trans, diet e light. Conforme o estudo, os rótulos são o eixo de comunicação entre o consumidor e o produto, por isso, têm participação relevante na aceitação e no consumo do alimento.
RESTRIÇÕES
A partir disso, o estudo avaliou o hábito de leitura e compreensão dos rótulos de produtos alimentícios e, ainda, o entendimento deles pelos frequentadores de supermercados. Segundo o Serviço de Atendimento ao Consumidor de uma empresa especializada em alimentos saudáveis, a linguagem técnica nos rótulos dos produtos em alguns casos, contêm componentes alimentares alergênicos que pode levar riscos ao consumidor. Entre as pessoas que já conhecem suas restrições alimentares ou alérgicas, o problema é menor.
INDICIADO
A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre postagens feitas em uma rede social que apresentavam possíveis ameaças ao presidente Bolsonaro, que poderiam acontecer durante a visita dele a Três Corações, no Sul de Minas, no dia 29 de novembro do ano passado. A investigação indicou que o investigado realmente tinha a intenção de atentar contra a vida de Bolsonaro, sendo indiciado pelo crime de atentado contra a liberdade pessoal do Presidente da República (artigo 28, da Lei de Segurança Nacional), podendo cumprir até 12 anos de reclusão, se for condenado. O caso agora será levado para o Ministério Público Federal.
RÉU CONFESSO
O suspeito, de 25 anos, era faxineiro terceirizado na Escola de Sargentos das Armas e aparecia em vídeos postados, circulando no interior da unidade militar no dia anterior à chegada do presidente. De acordo com Polícia Federal, em um dos vídeos, o investigado “afiava o cabo de uma escova de dente para transformá-la em estoque, instrumento pérfuro-contundente não identificável por detectores de metal”. O homem teria dito que estava infiltrado na “toca do lobo”. No boletim de ocorrência feito na época, consta que ele teria dito aos policiais que havia feito os vídeos por inconformismo político.
BALANÇO
Os fundos de previdência complementar devem atingir ainda neste ano a meta de acumular um patrimônio de R$ 1 trilhão em investimentos, segundo previsão da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. O superintendente da associação, afirmou que os fundos já apresentaram nos últimos meses recuperação da crise gerada pela pandemia do covid-19. “Os efeitos foram muito drásticos, e em março essa conjuntura levou um pouco das nossas reservas”.
INVESTIMENTOS
De acordo com informações da entidade, no início da pandemia no Brasil os fundos de previdência chegaram a ter um déficit de quase R$ 55 bilhões. Em setembro, o rombo caiu, para cerca de R$ 20 bilhões. Agora, o sistema de previdência privada caminha, de acordo com seu superintendente para atingir a meta de patrimônio estipulada para 2020. “Nós estamos com quase R$ 980 bilhões em investimentos. Com a força do sistema, a resiliência do sistema, a recuperação do sistema, não só superaremos a meta do trilhão, e rápido, como manteremos as metas atuariais”.
DIVERSIFICAÇÃO
O cenário de juros baixos levou o setor, a antecipar a programação de investimentos que aposta em ações de mais risco para aumentar os lucros e manter os rendimentos para os beneficiários. “A gente já vinha no ano passado, com muito estudo e informação técnica, tendo que correr atrás de investimentos maior e tendo que correr mais riscos”. Esse perfil, já estava previsto no planejamento dos fundos. “Correr mais risco para ter um retorno maior. Isso se antecipou muito por conta da pandemia. Mas as estratégias, as políticas de investimento são estudadas por longo prazo. Na sua essência já tem situações de estresse previstas”.
Ranolfo Gato
Jornalista, radialista, comentarista esportivo, apresentador, ex-vereador, bacharel em turismo.